Irã condena jovens que aparecem dançando em vídeo a prisão e chicotadas

Irã condena jovens que aparecem dançando em vídeo a prisão e chicotadas

Tribunal do Irã condena seis jovens a chicotadas e detenção por gravarem vídeo dançando 'Hap'

Um tribunal iraniano condenou seis jovens que gravaram um vídeo dançando 'Happy', música de Pharrell Williams, a penas de prisão e chicotadas, segundo informou nesta quinta-feira (18) a Campanha Internacional de Direitos Humanos no Irã, uma ONG com sede nos Estados Unidos.

O site da ONG assegura que os jovens foram julgados esta semana acusados de “participar da produção de um vídeo vulgar” e “manter relações ilícitas” entre eles. As penas são de seis meses de prisão e 91 chicotadas cada um, exceto uma das participantes, Reyhaneh Taravati, que teria sido condenada a um ano de prisão.

O grupo foi detido no último mês de maio depois que o vídeo, considerado provocador segundo os padrões morais da República Islâmica, se espalhou pela internet. Nas imagens, os seis jovens aparecem cantando alegremente a popular canção do cantor americano em terraços e ruas de Teerã e no interior de uma casa. As meninas não usam o véu islâmico que obrigatoriamente todas as mulheres devem cobrir seu cabelo nem a capa sobre a roupa para ocultar suas formas físicas.

Além disso, as mulheres aparecem dançando com os homens, uma violação do mais estrito código de comportamento islâmico que as autoridades iranianas tentam fazer respeitar no país, sobretudo na esfera pública. Um dia após a detenção, os jovens foram postos em liberdade pagando uma fiança e ficaram à espera do julgamento em liberdade. Na ocasião, a polícia confiscou seus telefones celulares, computadores e outros artigos pessoais.

Além disso, dois dos jovens compareceram na rede de televisão estatal Irib para mostrar seu arrependimento por ter participado da gravação e assegurar que tinham sido enganados. No programa também apareceu o chefe da polícia iraniana, Hoseyn Sayedinia, que advertiu aos que pretendam fazer vídeos similares que “serão identificados e punidos”.

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Fonte: VEJA