Irã enforca um homem acusado de espionar para Israel

Ele foi preso em 2008, quando tentava deixar o país junto com a mulher.

O Irã enforcou nesta terça-feira (28) um homem acusado de espionar para o serviço de inteligência de Israel, segundo informou a agência de notícias oficial iraniana, Irna. O iraniano Ali Akbar Siadat foi executado dentro da prisão Evin, em Teerã, segundo autoridades judiciais.

Segundo a Irna, ele teria mantido contato com o Mossad, o serviço de inteligência israelense, durante vários anos e teria passado informações sobre as atividades militares iranianas. Ele foi preso em 2008, ao tentar deixar o país com a mulher.

Segundo a agência iraniana, Siadat "confessou ter transferido informações para o Mossad sobre as atividades militares do Irã" e também "ter recebido US$ 60 mil para dar informações secretas para o regime sionista".

Ele foi acusado de dar detalhes sobre bases militares, aviões de guerra, voos de treinamento, acidentes aéreos e mísseis. O relato da Irna não esclarece se Siadat era um funcionário público ou militar e como ele obteve a informação. Ele teria encontrado seus contatos na inteligência israelense durante viagens à Turquia, Tailândia e Holanda.

A lei iraniana prevê a aplicação da pena de morte para crimes de espionagem. Em 2008, um engenheiro de telecomunicações iraniano, Ali Ashtari, foi enforcado após ser condenado por espionar para o Mossad.

O governo iraniano rotineiramente acusa Israel de promover atividades hostis contra o Irã, incluindo espionagem contra suas Forças Armadas e seu programa nuclear. Segundo a Irna, um segundo homem, Ali Saremi, também foi enforcado nesta terça. Saremi era acusado de manter ligações com o grupo opositor Organização Mujahideen do Povo do Irã.

Ele foi indiciado por participar de atividades de grupos contrarrevolucionários e de dar informações a eles, segundo a agência iraniana. Saremi havia sido preso várias vezes desde a Revolução Islâmica iraniana de 1979.

Fonte: g1, www.g1.com.br