Mãe mata 5 bebês e esconde os corpos em armário

Segundo a acusação, Michele Kalina teria matado seus bebês de forma violenta e teria escondido de seu amante que esteve grávida pelo menos cinco vezes

Uma americana de 44 anos foi acusada de homicídio, depois que os restos mortais de cinco bebês recém-nascidos foram encontrados em um armário de seu apartamento.

Segundo a acusação, Michele Kalina teria matado seus bebês de forma violenta e teria escondido de seu amante que esteve grávida pelo menos cinco vezes desde 1996.

O caso veio à tona quando o marido e a filha de Kalina encontraram restos mortais de cinco bebês em um armário do apartamento onde eles viviam em Reading, na Pensilvânia. Alguns dos cadáveres estavam em recipientes térmicos e um estava coberto com cimento.

Segundo a autópsia, pelo menos quatro dos bebês nasceram vivos e foram mortos por asfixia, envenenamento ou negligência.

"Cisto no ovário"

Segundo as autoridades, Kalina teria justificado a barriga inchada ao longo dos anos dizendo ao marido e ao amante que sofria de cistos no ovário.

"Ninguém sabia que ela estava grávida", disse o procurador do condado de Berkshire, John T. Adams, ao jornal local Reading Eagle.

"Eu trabalho com justiça criminal há 25 anos e essa é a coisa mais bizarra que eu já ouvi."



Teste de DNA comprovaram que três dos bebês eram filhos de Kalina e de seu amante, que não foi identificado. O quarto bebê seria filho de Kalina e possivelmente de seu amante. Não foi possível identificar os pais ou a causa da morte do quinto bebê.

Carreira estável

Michele Kalina é ajudante de enfermeira e tem uma carreira estável, trabalhando há 14 anos para o mesmo empregador, sem nunca ter tirado licença maternidade ou licença médica prolongada, segundo depoimentos no caso. Mas Kalina teria dito à polícia que é alcoólatra e passa por períodos de perda de consciência.

Até ser presa, ela vivia com o marido deficiente físico e a filha de 19 anos em um apartamento e teria proibido ambos de mexer no armário. O casal também teve um filho, que tinha paralisia cerebral e morreu aos 13 anos de idade, em 2000.

A acusação provou ainda que Kalina teve uma bebê de seu amante em 2003 que foi deixada em uma agência de adoção. Até ser confrontada com os papeis da adoção, Kalina negava ter ficado grávida novamente depois de ter os dois filhos com o marido.

Além da acusação de homicídio, a ajudante de enfermeira também vai ser julgada por outros crimes, entre eles de esconder a morte de crianças e de abuso de cadáver.

Fonte: g1, www.g1.com.br