Nigéria: Michele Obama condena sequestro de quase 300 meninas

Nigéria: Michele Obama condena sequestro de quase 300 meninas

Michelle disse que ela e Barack Obama estão chocados, e que o governo americano vai dar toda a ajuda possível para resgatar as quase 300 meninas.

Nos Estados Unidos, a primeira-dama do país, Michelle Obama, assumiu o lugar do marido no pronunciamento semanal do presidente. Ela condenou o sequestro de quase 300 meninas, na Nigéria, há quase um mês.

Neste sábado (10), uma multidão protestou em várias cidades da Nigéria contra o sequestro que chocou o mundo e provocou uma indignação internacional.

Um vídeo mostra mulheres desesperadas para reencontrar as filhas. Uma das 53 jovens que conseguiram escapar conta que ela e uma amiga pularam do carro dos sequestradores.

O governo nigeriano afirmou que as instituições do país continuam funcionando, apesar do terrorismo.

Nesta sexta-feira (9), a Anistia Internacional disse que o Exército da Nigéria sabia com quatro horas de antecedência que o grupo terrorista islâmico Boko Haram planejava o sequestro. O Exército negou as acusações e anunciou que reforçou a segurança na fronteira para impedir que as meninas sejam levadas para fora do país.

O Papa Francisco escreveu em uma rede social: ?Vamos rezar para que as estudantes sequestradas sejam libertadas imediatamente?.

Nos Estados Unidos, a primeira-dama Michelle Obama chamou o sequestro de ?ato sem consciência?. Foi no pronunciamento semanal da Casa Branca, o primeiro que ela gravou sozinha. Michelle disse que ela e Barack Obama estão chocados, e que o governo americano vai dar toda a ajuda possível para resgatar as meninas.

"Nessas meninas, vemos nossas filhas, as esperanças e os sonhos delas. Imaginamos a angústia dos pais. Muitos correram o risco de mandá-las para a escola porque queriam dar tudo para elas serem bem-sucedidas", anunciou a primeira-dama.

Na mensagem sobre o Dia das Mães, Michelle lembrou que 65 milhões de meninas estão fora da escola em todo o mundo. "Sabemos que, com educação, elas têm maiores salários e famílias mais saudáveis. A educação é um direito de nascença", defendeu Michelle Obama.

Fonte: Jornal Nacional