Naufrágio na Coreia do Sul faz uma semana com 150 mortes confirmadas

Número de mortos vai subir, pois 152 pessoas permanecem desaparecidas

O naufrágio da embarcação Sewol, que afundou nas águas do litoral sudoeste da Coreia do Sul e já soma mais de 300 mortos e desaparecidos, completou nesta quarta-feira (23) uma semana com novos avanços no resgate de corpos.

Os mergulhadores conseguiram recuperar nesta quarta 29 novos corpos do interior do navio, o que eleva o número de mortos confirmados para 150, enquanto os desaparecidos são 152.

As equipes que participam das buscas não encontraram bolhas de ar no terceiro e quarto andares da balsa naufragada, o que elimina a possibilidade de encontrar qualquer sobrevivente.

Há exatamente uma semana, a tripulação do Sewol solicitou ajuda aos controladores marítimos da ilha de Jeju (no sul do país) ao observar que o navio estava inclinando. Menos de uma hora depois, a embarcação já se encontrava completamente virada e afundada quase em sua totalidade sem que a maioria dos 476 passageiros - entre eles 325 estudantes do ensino médio com entre 16 e 17 anos - pudessem ser resgatados.

Os dias de mau tempo que vieram na sequência do naufrágio, com fortes ondulações, intensas correntes e pouca visibilidade na água, impediram os mergulhadores de entrar na embarcação e consumiram as poucas possibilidades de se encontrar sobreviventes em bolsões de ar, deixando o número de resgatados em 174.

A melhora das condições desde a última segunda-feira (21) permitiu que dezenas de novos corpos fossem recuperados do interior do navio até hoje, dia em que 212 barcos, 34 aeronaves e cerca de 550 operários participam dos trabalhos de resgate.

Os familiares dos desaparecidos, muitos ainda esperançosos de que haja algum sobrevivente, permanecem concentrados na ilha de Jindo, próxima do local do acidente, e continuam exigindo que as autoridades e os serviços de resgate intensifiquem as buscas.

Após uma reunião na manhã desta quarta para tratar dos funerais, as famílias concordaram em permanecer na região até que sejam recuperados os corpos de todas as vítimas.

"Após a realização dos funerais, voltaremos aqui até que seja recuperada a última pessoa desaparecida", disse um representante das famílias, ao reconhecer que existe a preocupação de que os trabalhos de resgate não sejam realizados até o fim depois que algumas pessoas começaram a deixar o local.

Quanto à investigação, o capitão e outros sete tripulantes foram detidos nos últimos dias por terem supostamente abandonado o navio sem prestar auxílio aos passageiros.

Acredita-se que o Sewol virou após uma manobra brusca que deslocou a carga em seu interior para um dos lados, desequilibrando o navio.

O naufrágio, que provavelmente deixará 302 mortos, já é considerado uma das maiores tragédias humanas da história da Coreia do Sul.

Fonte: G1