Portal meionorte.com BETA

PUBLICIDADE
ESCONDER
••• atualizado em 07 de Fevereiro de 2012 às 06:04

Gay vai à Justiça pela guarda de filho em poder de casal lésbico

PUBLICADO POR

Anderson Alencar


Repórter

Um menino de dois anos com "duas mães e um pai" está no centro de uma batalha judicial incomum, no Reino Unido.

A mãe biológica diz ter feito um "pacto" com o pai, antes de o menino ser concebido, de que ela e sua parceira lésbica seriam as "mães" e de que ele teria contato limitado com a criança.

Agora, as mulheres dizem se sentir "amarguradas e traídas", depois que o pai pediu à Justiça que o filho durma em sua casa ocasionalmente e passe férias com ele, bem mais do que as atuais cinco horas a cada 15 dias que ele passa com a criança.

O pai argumenta que ele sempre foi bem mais do que um "doador de sêmen", já que esteve presente durante o nascimento do bebê, seu batizado e festas de Natal, e afirma querer ser um pai de verdade para o único filho que terá na vida.

Casamento de conveniência

A mãe e o pai biológicos - que não podem ser identificados para proteger a identidade da criança - já estiveram em um "casamento de conveniência" e se consideravam "melhores amigos", mas hoje estão divorciados.

Os três envolvidos têm empregos com altos salários e vivem no centro de Londres. O pai defende que o menino tenha "três pais e duas casas", enquanto o casal lésbico insiste em uma "um único núcleo familiar".

"Apesar de sua sexualidade e de elas aceitarem que, nesse sentido, elas são uma "família alternativa", a mãe e sua parceira têm visões muito tradicionais sobre a vida familiar e nunca escolheriam colocar uma criança em outra situação que não uma família intacta, com apenas dois responsáveis", disse o advogado do casal, Charles Howard.

Famílias alternativas

Já o representante legal do pai, Alex Verdan, acusou as mulheres de "importar modelos tradicionais ou estereotipados" para o tribunal e afirmou que o caso é relevante para todas as crianças nascidas em famílias alternativas.

Segundo Verdan, o pai não quer afastar a parceira da mãe e insiste que não houve "um acordo claro" antes da concepção do bebê de que seu papel ficaria limitado a visitas ocasionais.

Do outro lado, a mãe e sua parceira dizem ter planejado juntas sua família e que se soubessem que o pai teria esta posição mais tarde, teriam optado por um doador de sêmen anônimo.

"Elas decidiram proceder com um doador conhecido, alguém que era seu amigo, para dar à criança um pai, com quem ela pudesse ter um relacionamento limitado, mas importante."

O julgamento continua, em Londres.

COMUNICAR ERRO

Comunique à Redação erros de português, informação ou técnicos encontrados nesta página:

  • Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao Portal Meio Norte
156615,noticias

Manchetes em destaque

ver todas as manchetes
Exibir em:

AKICOMPRO

Redes Sociais

  • Google +1
  • Twitter
  • Instagram
  • Facebook