Pesquisadores capturam píton birmanesa de 5,6 metros e prenha com 87 ovos nos EUA

Pesquisadores capturam píton birmanesa de 5,6 metros e prenha com 87 ovos nos EUA

É a maior cobra capturada até o momento nos Everglades,

Uma píton birmanesa de 5,6 metros de comprimento, que estava prenha com 87 ovos, é a maior cobra capturada até o momento nos Everglades, uma extensa região de pântanos do sul da Flórida, nos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira um grupo de pesquisadores.

Cientistas do Museu de História Natural da Universidade da Flórida (UFA) informaram que o réptil de quase 75 quilos estabeleceu "um recorde no estado", já que a maior píton capturada até então possui 4,8 metros de comprimento e portava 85 ovos.

"Esta coisa é gigantesca e deve ter uns 30 centímetros de grossura. Isso significa que essas cobras estão conseguindo sobreviver em zonas silvestres há muito tempo. Não há nada que as detenham e, por isso, podem ser consideradas uma ameaça", advertiu o gerente de coleção de répteis do museu, Kenneth Krysko.

O cientista também disse que a píton tinha uma saúde excelente e que, após alguns exames, detectaram a presença de penas em seu estômago.

"Uma píton de mais de 5 metros de comprimento pode comer qualquer coisa que queira. Com a identificação do que o animal esteve comendo e também de seu ciclo de reprodução, esperamos conquistar alguns avanços para poder tratar outras cobras desta mesma espécie no futuro", comentou Krysko.

A píton será dissecada, exibida durante cinco anos no Museu de História Natural da UFA e, posteriormente, será entregue ao parque nacional Everglades para que também seja exposta.

A rápida reprodução desta espécie fez com que as autoridades proibissem a importação de pítons birmanesas e outras três espécies de serpentes aos EUA.

"Um dos fatores importantes sobre este animal é sua capacidade de reprodução. Não há muitos registros de quantos ovos uma fêmea grande na vida silvestre pode botar. Isto prova que são um animal reprodutivo o que pode contribuir com sua possível invasão", completou o biólogo.

Em 2009, uma menina de dois anos morreu estrangulada por uma píton birmanesa enquanto dormia. Na ocasião, o animal, que vivia em uma jaula, conseguiu escapar sem chamar atenção dos demais presentes na casa.



Fonte: G1