Presidente da Nicarágua se diz "satisfeito" com decisão sobre conflito

Presidente da Nicarágua se diz "satisfeito" com decisão sobre conflito

Em discurso divulgado por rádio e televisão, Ortega assinalou que em seu país tudo está tranquilo

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, expressou que ele e seus compatriotas estão "satisfeitos" com a sentença da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que ordenou nesta terça-feira que seu país e a Costa Rica não deverão mobilizar tropas na zona que as duas nações disputam no rio São Juan, na fronteira.

Em discurso divulgado por rádio e televisão, Ortega assinalou que em seu país tudo está tranquilo e não há nenhuma atitude contra os costarriquenhos, enquanto as autoridades da Costa Rica criaram "muito alvoroço" após a decisão, indicou.

O líder sandinista informou que já está em contato com autoridades dos governos do México e da Guatemala para que se reúnam com representantes da Costa Rica e da Nicarágua com o propósito de elaborar uma agenda que permita adotar acordos e evitar que esta controvérsia cause mais tensões.

Ortega disse que espera a volta do representante da Nicarágua na CIJ, Carlos Argüello, para realizar uma reunião com representantes dos Poderes do Estado para elaborar uma estratégia de médio e longo prazo.

"Estes temas da Corte são de muitos anos. O ideal seria que nós nos puséssemos de acordo de forma bilateral, em vez de esperar um montão de anos e gastar muitos milhões de dólares", disse Ortega.

Segundo o líder sandinista, a sentença da Corte Internacional de Justiça chama à calma, uma vez que neste caso "não tem lógica falar em perdedores", já que a decisão beneficia todos que querem a paz, indicou. De acordo com Ortega, na Costa Rica estão sendo produzidas pesquisas que indicam que 75% dos costarriquenhos acreditam que o país saiu perdendo com a decisão.

A área em disputa é uma porção da Ilha Calero que Costa Rica e Nicarágua reivindicam como sua, e onde os nicaraguenses abriram um canal para unir o rio San Juan com uma lagoa, ambos de sua soberania. Os costarriquenhos alegam que a ação violou seu território e provocou graves danos ambientais, além de ter ocupado militarmente a zona desde outubro.

Fonte: Terra