Presidente Francês defende Brasil no Conselho de Segurança da ONU; veja

O governo anterior, de Nicolas Sarkozy, também havia manifestado esse apoio.

O presidente da França, François Hollande, defendeu nesta quinta-feira (12) que o Brasil assuma um assento permanente no conselho de segurança das Nações Unidas. O governo anterior, de Nicolas Sarkozy, também havia manifestado esse apoio.

"A França é favorável a uma modificação da governança global. Trabalhamos muito para que as Nações Unidas evoluam. (...) E o Brasil deveria ocupar a vaga que lhe cabe no Conselho de Segurança", disse Hollande no Palácio Itamaraty, onde um almoço foi servido para autoridades e convidados.

Hollande faz nesta semana sua primeira visita de Estado ao Brasil -de Brasília ele segue ainda hoje para uma agenda de compromissos em São Paulo.

No momento do brinde, Hollande elogiou as políticas econômica e social da presidente Dilma Rousseff e afirmou que o Brasil hoje "é uma potência que conta para o mundo".

O presidente francês ainda mencionou a parceria entre os países em campos como energia e inovações tecnológicas. "Em todas as inovações tecnológicas que o Brasil quiser se lançar, a França está disposta [a colaborar]", disse.

Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente, Michel Temer, os ex-presidentes e senadores José Sarney e Fernando Collor e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa.

DILMA

Dilma também adotou tom elogioso ao falar do colega. Afirmou que França é um "aliado estratégico" do Brasil e citou influências que o país exerceu em território nacional.

"É profunda a influência das ideias e das lutas que marcaram os franceses na cultura política brasileira. Quando minha geração insurgiu-se contra a ditadura em meu país, nossa luta em muito se inspirou no ambiente de contestação libertária e possibilidades múltiplas de maio de 68", exemplificou.

A presidente voltou a alfinetar o colega quando mencionou a Copa do Mundo de 2014. "Desejo muita sorte para a seleção francesa. Já expliquei que exceto [em jogo] com o Brasil."

Fonte: Folha Uol