Pró-russos admitem que podem estar com caixas-pretas do avião malaio atingido por míssil

Pró-russos admitem que podem estar com caixas-pretas do avião malaio atingido por míssil

Foram encontradas em Donetsk [no leste da Ucrânia] e serão entregues a analistas internacionais

Os separatistas pró-russos reconheceram neste domingo (20) que estão com vários objetos que podem ser as caixas-pretas do avião da Malaysia Airlines. "No lugar da catástrofe foram localizadas partes do avião parecidas com caixas-pretas. Foram encontradas em Donetsk [no leste da Ucrânia] e serão entregues a analistas internacionais caso venham a nós", disse o primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk, Aleksandr Borodai.

Os rebeldes também reconheceram hoje já ter transferido para Donetsk dezenas de corpos das vítimas do avião malaio derrubado na quinta-feira (17) na região por um míssil. Eram 298 pessoas a bordo, todas morreram.

Um dos líderes dos rebeldes, Sergei Kavtaradze, explicou que os milicianos não tiveram outra solução a não ser levar os corpos das vítimas que acabaram espalhados em ruas residenciais e casas. "Recolhemos os corpos espalhados nas ruas da cidade, nos pátios das casas e inclusive em uma casa, onde acabaram por atravessar os telhados. Deixá-los ali era impossível do ponto de vista sanitário. Os corpos foram levados a Donetsk, onde permanecerão até que cheguem os especialistas", disse Kvartadze.

O governo da Ucrânia acusou neste sábado (19) os rebeldes pró-Rússia, que controlam a região onde o voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado, de tentar destruir as evidências de "crimes internacionais" e remover 38 corpos do local do incidente.

"Milicianos armados afastaram as equipes de resgate e os deixaram sem meios de comunicação. Levaram os corpos em um caminhão", disse uma fonte do governo da região onde aconteceu o acidente.

Kiev alegou que separatistas estariam tentando transportar os destroços do avião para a Rússia e disse que a comunidade internacional deveria pressionar Moscou pela retirada dos rebeldes e para que especialistas ucranianos e internacionais realizem suas investigações.

"Há trabalhadores do serviço federal de emergências no local, mas eles não têm liberdade de movimento. Eles não são autorizados a deixar a zona (sob o controle dos rebeldes). Os terroristas estão pegando todas as evidências que eles coletam", contou Andriy Lysenko, porta-voz do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia.

Fonte: UOL