Professora é condenada por forjar um pacto suicida de cônjuges

Professora é condenada por forjar um pacto suicida de cônjuges

Ex-professora foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato duplo

Uma ex-professora primária foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato duplo de seu marido e da esposa de seu amante, há quase 20 anos. Hazel Stewart, de 48 anos, de Belfast, na Irlanda do Norte, foi a julgamento depois de seu ex-amante, Colin Howell, ter confessado, em 2009, o assassinato de Lesley Howell e Trevor Buchanan.

Os corpos de Lesley e Trevor foram encontrados em 1991 dentro de um carro fechado cheio de fumaça de monóxido de carbono, em 1991. Na ocasião, acreditou-se que as vítimas havia realizado um pacto suicida após a revelação de que seus respectivos cônjuges estavam tendo um caso.

Mas, na verdade, Hazel Stewart e Colin Howell forjaram o crime. Howell, condenado à prisão perpétua no ano passado, foi a testemunha principal no julgamento de sua ex-amante. Colin Howell, dentista de 51 anos, está cumprindo pena de 21 anos após ter se declarado culpado pelos assassinatos, em janeiro de 2009.

Durante o julgamento de Hazel, ele afirmou que decidira confessar porque "sabia que havia chegado a hora de contar a verdade". "Eu só sabia que tinha chegado o momento em que a verdade tinha de ser dita. Fiquei com a consciência culpada por esconder esses crimes por tanto tempo. Eu acreditava que ainda havia cicatrizes que precisavam ser corrigidas e eu queria dizer a verdade, essa foi a minha única motivação."

Colin Howell confessou que forjou o suicídio do casal em 2009. Durante os quatro dias do julgamento, Colin Howell explicou como fez sua mulher inalar gás enquanto ela dormia. Em seguida, colocou o corpo no porta-malas de seu carro e dirigiu o veículo até a casa do amante dela. No local, Trevor Buchanan foi drogado por Hazel Stewart e em seguida também forçado a inalar gás.

Durante o julgamento, os jurados ouviram que Stewart esteve envolvida no planejamento dos assassinatos. Ela também teria se livrado de provas como o tubo usado para forçar a inalação de gãs nas vítimas. Stewart alegou que disse teria sido uma "presa fraca, vulnerável e fácil" para seu amante, que ela descreveu como "obcecado, calculista, controlador e manipulador".

A investigação sobre o caso só foi reaberta após Colin Howell ter confessado o crime, em 2009. Depois de cometer o crime, Colin Howell e Hazel Stewart se separaram. Ambos voltaram a se casar.

Família

O filho da mulher assassinada, Daniel Howell, que tinha dois anos de idade na época do crime, cresceu acreditando que sua mãe teria cometido suicídio. Ele rompeu relações com o pai, após ter descoberto a verdade. "Nós botamos essa ideia na cabeça de que nossa mãe havia nos abandonado e que nós teríamos de lidar com isso. Foi na época do meu aniversário de 2 anos de idade, e eu pensei que era porque ela não queria estar ao nosso lado", disse Daniel Howell em entrevista à BBC.

A irmã de Daniel, Lauren, que tinha quatro anos de idade quando o assassinato foi cometido, contou à BBC que passou boa parte da infância acreditando que sua mãe a havia abandonado. "Eu não podia entender, porque me lembrava dela e lembrava de que ela nos amava e que era tão difícil de aceitar. Não há como traduzir em palavras como isso me afetou. Houve longos períodos em que eu não conseguia mencionar o nome dela ou falar a respeito dela. Mas nunca me esqueci dela. Nunca parei de pensar nela. Ela sempre era a minha mãe. Pensava nela todo dia."

"Nunca vou me esquecer o que que isso fez com meus pais, em especial com o meu pai", disse a irmã de Trevor Buchanan, Valerie. Valerie conta que quando foi com o pai na funerária em que se encontrava o corpo de seu irmão, Kevin, seu pai se dirigiu a ele e perguntou: "Por que você fez isso, filho? Por que você não veio até a mim?"

Fonte: Terra, www.terra.com.br