"Rainha do tráfico" do México pode ser extraditada para os EUA

Sandra Beltrán seduziu chefões do tráfico e policiais de alto escalão.

Conhecida como "Rainha do Pacífico", a narcotraficante mexicana Sandra Avila Beltrán pode ser extraditada para os Estados Unidos, onde é acusada de tráfico de cocaína, segundo decisão de quinta-feira (7) de um tribunal federal no México.

Sandra foi detida em 2007 após ser acusada de liderar um grupo para o tráfico de cocaína em larga escala. Ela nasceu em meio ao tráfico. Ela é sobrinha de Miguel Angel Felix Gallardo, um importante traficante de Guadalajara.

Em sua trajetória, ela seduziu diversos chefões do tráfico e policiais de alto escalão, tornando-se uma grande força no mundo da cocaína com uma combinação de tino para os negócios, estratagemas mafiosos e ?sex appeal?, segundo promotores.



De acordo com a polícia, sua lista de conquistas amorosas incluía membros importantes do cartel de Sinaloa, como Ismael Zambada, conhecido como El Mayo e Ignacio Coronel, conhecido como Nacho.

Ela já foi casada com Jose Luis Fuentes, comandantes da polícia federal em Sinaloa. Mais tarde, foi casada com Rodolfo Lopez Amavizca, comandante do extinto Instituto Nacional do Combate às Drogas. Ambos foram assassinados.

Seu reinado começou a acabar em dezembro de 2001, quando autoridades apreenderam um barco de transporte de atum e encontraram mais de nove toneladas de cocaína a bordo.

Seis meses depois, seu filho adolescente foi sequestrado em Guadalajara e ela escorregou. Contatou as autoridades pedindo ajuda, mas acabou pedindo aos policiais que ficassem fora de seu caminho e cuidou sozinha das negociações com os sequestradores, conseguindo seu filho de volta após 17 dias.

Mas os promotores disseram que o pedido de resgate de US$ 5 milhões levantou suspeitas sobre sua renda. Eles começaram a investigá-la e em julho de 2002 encontram ligações dela com o barco de transporte de atum. Eles também acharam conexões dela com outros membros da família Espinosa, entre eles uma mulher que foi presa no aeroporto da Cidade do México com US$ 1,5 milhão.

Fonte: G1