Rebeldes sírios exigem saída de tanques para cessar-fogo

Segundo fontes da oposição ouvidas pela Reuters, 21 pessoas morreram em todo o país, na maioria civis.

Os rebeldes sírios afirmaram neste sábado (31) que estão dispostos a acertar um cessar-fogo com as forças do presidente Bashar al-Assad, desde que ele retire a artilharia pesada e os tanques que hoje cercam as áreas da oposição.

?Não podemos aceitar a presença de tanques e tropas em veículos blindados entre as pessoas. Não temos um problema com o cessar-fogo. Assim que eles tirarem os blindados, o Exército Livre Sírio não vai mais disparar nenhum tiro?, afirmou à Reuters o tenente-coronel Qassim Saad al-Din, por telefone. Al-Din está na cidade de Homs, a terceira maior do país, principal centro dos rebeldes.

Na capital, Damasco, outro oficial dos rebeldes disse à agência que ?quando as gangues de Al-Assad pararem de bombardear e matar civis, nossos líderes podem emitir uma ordem para cessar as operações e vamos nos comprometer para mostrar nossas boas intenções?.

Mais cedo, o regime de Al-Assad afirmou que ganhou definitivamente a batalha contra a oposição e os rebeldes. O governo disse também que vai manter suas forças posicionadas para ?manter a segurança? até a retirada, com um acordo mediado pelas Nações Unidas.

Segundo fontes da oposição ouvidas pela Reuters, 21 pessoas morreram em todo o país, na maioria civis. Outros cinco corpos, incluindo duas crianças, mostravam sinais de tortura.

Kofi Annan, enviado especial da ONU e de Liga Árabe, apresentou recentemente um plano de paz para chegar ao cessar-fogo. O governo de Al-Assad já aceitou formalmente a proposta, e os rebeldes ainda não.

Porém, para diplomatas ocidentais ouvidos pela Reuters, as falas de Al-Assad dizem pouco sobre suas reais intenções, pois ele já quebrou promessas semelhantes no passado. Eles estão pessimistas quanto às negociações. "Estamos muito longe de ter uma paz para manter", disse um membro das forças de paz da ONU.

Neste domingo, uma conferência dos ?amigos da Síria?, que inclui membros da ONU e da Liga Árabe, para discutir a questão síria. Um dos principais pontos em debate é se os rebeldes devem receber ou não armas da comunidade internacional.



Fonte: G1