Secretário de Defesa dos EUA acusa China por ter espionagem cibernética

Declaração foi feita em conferência sobre segurança, em Cingapura

Em seu discurso na conferência asiática de segurança, realizada neste sábado (1) em Cingapura, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, acusou a China de estar envolvida em práticas de ciberespionagem, informou a imprensa local, segundo agências internacionais de notícias.

"O governo e militares chineses são responsáveis por várias invasões detectadas nos sistemas de informações norte-americanos", declarou Hagel durante seu discurso no encontro chamado oficialmente Diálogo de Shangri-Lá, organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, segundo a EFE.

"Os Estados Unidos expressaram sua preocupação em torno da crescente ameaça que supõem os ciberataques, alguns dos quais parecem estar vinculados ao governo e ao Exército chinês", completou Hagel.

Entre os delegados presentes na conferência, informou a AFP, estavam vários ministros da Defesa e comandantes militares chineses, incluindo um dos cinco subchefes do Estado-Maior conjunto, general Qi Jianguo.

"Devemos reconhecer a necessidade de regras de conduta comuns sobre os novos domínios", disse Hagel, que julgou "positivo" o estabelecimento de um grupo de trabalho entre Washington e Pequim voltado à Internet.

Um relatório do Pentágono enviado ao Congresso em maio revela uma vasta campanha de espionagem informática promovida por Pequim para obter informações sobre os programas de Defesa dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

"Estamos decididos a trabalhar mais intensamente com a China e outros sócios para estabelecer normas internacionais de comportamento responsável no ciberespaço", acrescentou Hagel.

O chefe do Pentágono fez estas declarações dias depois que um comitê civil de analistas apresentasse um relatório que denunciava que piratas da informática chineses tiveram acesso à plantas de vários sistemas de armamento americano nos últimos meses.

O fórum de defesa ocorre dias antes do primeiro encontro entre o presidente americano, Barack Obama, e o chinês, Xi Jinping, que será realizado na próxima semana nos EUA.

Fonte: G1