Taleban mata 88 no Paquistão e diz vingar morte de Bin Laden

Taleban mata 88 no Paquistão e diz vingar morte de Bin Laden

Fontes policiais ouvidas pela Efe disseram que o número de mortos subiu para 88, sendo 79 recrutas e nove civis.

Um atentado no noroeste do Paquistão deixou mais de 80 pessoas mortas nesta sexta-feira (13). O ataque foi reivindicado pelos taleban paquistaneses como "o primeiro ato de vingança pelo mártir Osama", em referência ao líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, morto há quase duas semanas em uma ação militar na cidade paquistanesa Abbottabad.





"É uma primeira ação para vingar o martírio de Osama, foi executada por dois de nossos combatentes", declarou por telefone à AFP Ehsanullah Ehsan, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP). Segundo ele, ocorrerão "mais ataques em massa no Paquistão e no Afeganistão" para vingar a morte de Bin Laden.

Fontes policiais ouvidas pela Efe disseram que o número de mortos subiu para 88, sendo 79 recrutas e nove civis. Cerca de 15 corpos ficaram totalmente carbonizados, de acordo com a polícia, que estima que 105 pessoas ficaram feridas, 25 em estado grave, e indicou que 20 veículos foram destruídos pelas explosões.

O atentado aconteceu em um centro de treinamento militar no vilarejo de Shabqadar, na cidade de Charsada, a duas horas de carro da capital Islamabad, quando recrutas da guarda de fronteiras (Frontier Corps) voltavam de ônibus a suas casas após vários dias de treinamento, segundo uma das fontes.

"Estava sentado no ônibus e esperava meus colegas. Estávamos felizes por termos a chance de ver nossas famílias e escutei alguém gritar "Alá Akbar" (Deus é grande) antes de uma forte explosão", contou à AFP o cadete Ahmad Ali, entrevistado por telefone no hospital. "Depois ouvi uma segunda explosão. Saí do ônibus todo ensanguentado", completou.

A guarda de fronteiras é integrada principalmente por pashtuns, a mesma etnia que habita as zonas tribais, ao contrário do Exército regular, dominado por punjabis e que é destacado para a área da fronteira com o Afeganistão apenas em grandes ofensivas militares.

Fonte: UOL