Jovens criam aplicativos que facilitam a vida das pessoas

Projeto Lagoas trabalha com quatro projetos voltados à tecnologia

Para mostrar que é possível inovar e capacitar jovens para o empreendedorismo na área da Tecnologia da Informação, a Instituição Lagoas Digitais tem apoiado projetos com foco no desenvolvimento tecnológico e empresarial na capital, oferecendo o suporte necessário para que possam atuar no mercado.

Sem perder a identidade regional, o projeto Lagoas Digitais, coordenado pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi), trabalha com quatro projetos voltados à tecnologia, intitulados com base na grande lenda piauiense do Cabeça de Cuia ou Crispim, como uma forma de levar esses jovens pesquisadores e empreendedores a desenvolver seus próprios negócios.

Os projetos receberam o nome de Crispim Inovador, Cuia de Jogos, Acelera Cuia de Startups e outro ainda não intitulado, mas que já mobiliza a comunidade e pretende profissionalizar, por meio de cursinhos, a população que mora nas proximidades do Parque Lagoas do Norte, na zona Norte de Teresina.

Dentre eles, o projeto Acelera Cuia de Startups tem ganhado maior visibilidade pelo fato de que, mesmo em estágio nascente, as pequenas empresas já têm apresentado um alto nível de desenvolvimento tecnológico.

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De acordo com Bringel Filho, coordenador do Lagoas Digitais, os jovens pesquisadores e empreendedores são auxiliados por meio de mentores, que são professores selecionados e capacitados nas áreas de Marketing, Computação, Empreendedorismo, Inovação e Negócio.

Orientação de mentores capacitados. É aí que eles avaliam o produto, o mercado e os clientes. “O Projeto Acelera Cuia de Startups é um apoio para que ideias possam ser verificadas e auxiliadas, garantindo a elas um menor risco de insucesso. Durante um mês, várias intervenções são realizadas junto com os jovens sob ates”, esclarece.

A iniciativa que ainda está com a primeira turma de empresas tecnológicas conseguiu inscrever 27 ideias empreendedoras, deste número, 7 foram selecionadas para a segunda fase, que consiste em orientações de mentores.

No entanto, com discussões entre equipes e mentores sobre pôr em prática cada produto, o Projeto Acelera Cuia de Startups tem articulado, com quatro ações tecnológicas, tendo como objetivo a criação de aplicativos que facilitem a vida das pessoas. Os aplicativos elaborados são o Quiz School, Social Software, Minha Vez e ADMEI.

“São três meses de acompanhamento, em várias áreas necessárias para lançar as pequenas empresas no mercado.

A nossa avaliação é que os aplicativos estão funcionando bem, necessitando apenas alguns reajustes. O que queremos é que, ao sair do projeto, as empresas não percam a motivação e consigam lidar com as adversidades que um empreendimento pode enfrentar”, ressalta Bringel Filho.

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Projeto transforma ideias em oportunidades

Anchieta Araújo, coordenador executivo do Projeto Cuia de Startups, fala sobre a importância de desenvolver empresas tecnológicas em uma área carente, como é a região onde se localiza o Lagoas do Norte.

"A nossa intenção é reunir os jovens que tenham alguma ideia e transformá-la em um negócio. Tudo isso sendo realizado na região do Lagoas do Norte é um ganho muito grande para a comunidade, que é muito carente. Esses projetos só vão ajudar a desenvolver e transformar Teresina em um grande Polo Tecnológico, o que gerará mais empregos", pontua.

Os grupos de empreendedores receberão uma bolsa no valor de R$ 7.200,00, como ajuda no negócio. O valor é um investimento da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest) e da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).

"A Prefeitura tem buscado investimento para essas ações voltadas à área da Tecnologia da Informação. Até o momento já foram investidos R$ 300 mil em três projetos, inclusive R$ 7.200 serão destinados ao Acelera Cuia de Startups. Esses movimentos vão transformar Teresina em uma cidade digital", destaca Olavo Braz, secretário da Semest.

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As ações também recebem apoio da Rede Social Solidária, Instituto Federal do Piauí (Ifpi), da Empresa Teresinense de Processamento de Dados (Prodater), da Agência de Tecnologia da Informação do Estado do Piauí (ATI) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Piauí (Sebrae).

Qualificação profissional em benefício da sociedade

A empolgação dos jovens que fazem parte do Projeto Acelera Cuia de Startups é visível, por estes serem os próprios protagonistas de cada obra e estarem à frente dos negócios. São jovens de 17 a 29 anos, que trazem em si um viés empreendedor e muita força de vontade em aprender e explorar o novo.

É o que confirma Bruno Marques, mentor do Projeto Acelera Cuia de Startups, no ramo de Negócios, que confessa ter se surpreendido com as ideias dos grupos do projeto.

“Acompanhamos os projetos e a garra destes jovens, observando as deficiências e os acertos. Para nós, o nível destes trabalhos foi uma surpresa. É nítida a afinidade deles com o projeto e já tem, inclusive, a visão de onde querem chegar, e isso é muito importante para o desenvolvimento de suas empresas”, garante.

Para o jovem empreendedor Feliciano Santana, que faz parte do grupo “Minha Vez”, o aplicativo elaborado por sua equipe visa eliminar o enfrentamento de longas filas e revela que a intenção é chegar às filas dos hospitais públicos.

“A gente sabe do tempo que se perde enfrentando filas. Em vários locais que se vá, há filas. E o nosso aplicativo permite que mesmo se a pessoa sair da fila, ela pode resolver outras atividades e retornar ao atendimento que se quer, sem perder a vez. Seria uma forma de melhor controlar as filas e ministrar o tempo”, explica.

Outro jovem empreendedor e integrante do Projeto Acelera Cuia de Startups é o Pedro Tomé, que com seu grupo tem desenvolvido um aplicativo que auxilia uma didática inovadora e ao mesmo tempo interativa aos professores.
“O nosso aplicativo vem para auxiliar os professores, no acompanhamento dos alunos. Ele inova por permitir uma didática inovadora, fazendo com que os professores disponibilizem por meio de um game questionários aos alunos e estes respondam, aprendendo o conteúdo”, esclarece.

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Projetos terão certificados comprovados

Os jovens empreendedores, além de todo o suporte e orientação para a elaboração e construção dos aplicativos, receberão certificados atestados pela Universidade Estadual do Piauí. O coordenador de Extensão da instituição destaca os cuidados em certificar as ações do projeto: “O certificado representa muito no mercado de trabalho. Para esses jovens, servirá para engrandecer o currículo acadêmico. O que, inclusive, melhora a formação desde aluno, sendo este do Ensino Superior ou Médio e ainda facilita a inserção deste no mercado de trabalho”, explica.

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Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele