Mãe tenta agredir filhos que denunciaram pai por abuso sexual

Os dois filhos registraram na manhã desta quinta-feira

Antes de se apresentar na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru - município localizado a 326 km de São Paulo -, Fernanda Fernandes tentou agredir os filhos que denunciaram seu marido, o advogado Sandro Luiz Fernandes, por abusos sexuais.

Os dois filhos registraram na manhã desta quinta-feira, por volta das 10h, um boletim de ocorrência (BO) denunciando que a mãe esteve na casa da cunhada - que tem a guarda provisória dos filhos do casal - tentou agredi-los fisicamente. Fernanda é investigada como coautora dos crimes praticados pelo marido.

A delegada Priscila Bianchini de Assunção Alferes não esconde que poderá pedir a prisão preventiva do casal por tempo indeterminado após ouvi-los nesta quinta-feira.

Nos depoimentos feitos pelos filhos do casal - uma jovem de 18 anos e um menino de 9 anos -, as vítimas contaram que sempre procuraram o auxílio da mãe, que, segundo elas, "colocava panos quentes" na situação. De acordo com os depoimentos, a mulher pedia paciência para os filhos e dizia que ele iria parar.

Como a medida protetiva impede apenas o advogado de se aproximar dos filhos, a mãe aproveitou para tentar agredi-los, segundo a polícia.

Entenda o caso

O advogado Sandro Luiz Fernandes, 45 anos, é acusado de abusar sexualmente da filha de 18 anos, do filho de 9 anos, da cunhada de 18 anos e da sobrinha de 14 anos. Ele já foi presidente da Comissão dos Direitos Humanos da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru. A polícia investiga se a mulher do advogado, Fernanda Fernandes, teve participação nos crimes.

A filha contou que foi abusada pelo pai dos 8 aos 16 anos. Já a cunhada afirmou ter sido vítima dos 8 aos 10 anos. A sobrinha, terceira vítima, disse ter sido abusada quando tinha 10 anos. A quarta vítima, o filho de Fernandes, hoje com 9 anos, afirmou que os abusos são recentes.

Entres os abusos relatados pelas três primeiras vítimas, segundo a polícia, o advogado apalpava partes íntimas, olhava as crianças no banho pelo buraco da fechadura e fazia sexo oral nelas, além de obrigá-las a pegar em seu pênis.

Fonte: Terra, www.terra.com.br