Mais de 150 policiais militares estão presos por fazerem greve

Mais de 150 policiais militares estão presos por fazerem greve

De acordo com o comando da PM, as faltas e falhas estão sendo supridas.

Pelo menos 158 policiais militares já foram presos por participar de greve, no Rio. Até o momento, 149 foram detidos administrativamente, por desobediência. Outros nove, líderes do movimento, foram presos por ordens da Justiça Militar, entre eles três oficiais: dois coronéis e um major, todos da reserva. Dois líderes da greve, que também tiveram a prisão decretada, ainda estão sendo procurados. Mais cedo, o Ministro da Justiça afirmou que o movimento no Rio está sob controle.

De acordo com o comando da PM, as faltas e falhas estão sendo supridas. Há problemas isolados, mas o patrulhamento está caminhando para a normalidade. Por determinação do governador Sérgio Cabral, os prazos para apuração, julgamento, recurso e aplicação de penalidades administrativas contra policiais militares e bombeiros do Rio pelo conselho de Disciplina das duas corporações foram reduzidos e, a partir desta sexta-feira, as expulsões na corporação poderão ser sumárias. O Decreto nº 43.462, publicado em edição extraordinária no Diário Oficial desta sexta-feira, modifica o Decreto nº 2.155, de 13 de outubro de 1978, que regula o Conselho de Disciplina da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Pelo novo decreto, os prazos de que o Conselho de Disciplina dispõe para a conclusão dos seus trabalhos foram reduzidos de 30 dias para 15 dias; enquanto que o prazo que a autoridade nomeante tem para proferir a sua decisão foi reduzido de 20 para 5 dias.Também diminuíram o prazo de recurso contra a decisão que determina a aplicação da penalidade de 10 para 5 dias; e o prazo que o Secretário de Estado tem para julgar o recurso, que mudou de 20 para 7 dias. O decreto dispõe ainda que cabe ao secretário titular da pasta a que pertence o militar avocá-lo e, justificadamente, dar solução diferente, prerrogativa que antes cabia apenas ao Secretário de Segurança.

No início da tarde, o porta-voz da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, afirmou que o maior problema acontece no município de Campos, onde policiais estão se recusando a trabalhar, pois os documentos das viaturas estariam atrasados. Segundo ele, agentes do Detran e policiais do Bope já foram enviados ao município. Além disso, Caldos afirmou que os policiais do município que se recusarem a trabalhar, mesmo a pé, será presos.

O comando da PM em Campos garante que a situação está sob controle. Dois soldados lotados no 8º BPM (Campos) foram presos por desobediência, e a Guarda Municipal reforçou o policiamento em pontos estratégicos da cidade. Pela manhã, a prefeita Rosinha Garotinho determinou o cancelamento dos eventos públicos na praia do Farol de São Tomé, onde haveriam vários shows até o domingo. Em São João da Barra, a prefeita Carla Machado irá se reunir com a cúpula de segurança do município para avaliar a situação e definir ou não o cancelamento dos eventos deste fim de semana. São João da Barra está na área de cobertura do 8ºBPM também promoveria shows gratuitos neste final de semana com grandes números da música brasileira. Na cidade de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi preso o Cabo Humude, lotado no 29º BPM (Itaperuna). Ele seria o lider do movimento naquela região.

Fonte: O Globo