Mais de 50 testes rápidos de HIV são realizados em Teresina

A atividade que aconteceu no Centro de Teresina.

 A Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, realizou na manhã desta terça-feira, 1º de dezembro, mais de 50 testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatites C, durante mobilização alusiva ao Dia Mundial de Luta contra AIDS no Shopping da Cidade, Centro da capital.

“O teste rápido é eficiente, pois a pessoa recebe o resultado em no máximo meia hora. Quando se faz teste em alguma unidade de saúde corre-se o risco de a pessoa não ir pegar o resultado. Mas, claro, precisamos realizar testagem em todos os locais. Só enfatizo o fato de o teste rápido envolver muitas pessoas”, afirmou Andrea Fernanda Lopes, coordenadora do Programa de DST/AIDS da capital 

Na atividade que aconteceu no Centro de Teresina houve também panfletagem e distribuição de insumos de prevenção, como preservativos masculinos e femininos, além de lubrificantes.

Tiego Araújo, de 25 anos, realizou o teste rápido e também pegou preservativos no local. “Acho esse tipo de ação muito importante, pois temos uma vida muito atribulada e ter essa oportunidade de fazer o exame rapidinho e pegar preservativo gratuitamente é muito legal”, disse o jovem.

O Ministério da Saúde alerta para o crescente aumento do número de casos de AIDS na faixa etária de 15 a 29 anos, uma população jovem, principalmente para homens que fazem sexo com homem. Vale lembrar que a epidemia está se estabilizando no mundo devido ao tratamento.

Em Teresina, o primeiro caso de AIDS foi no ano de 1986 e até o dia 6 de novembro de 2015 foram registrados 3.116 casos, sendo que 2.261 são em homens (72,5%) e 855 casos são em mulheres (24,4%). “Em relação à exposição sexual os casos são liderados por heterossexuais (1.597), seguido de homossexuais (590) e bissexuais (444). Sobre a idade, em Teresina, a faixa etária que concentra mais casos de AIDS é na população de 20 a 34 anos de idade (1.921), seguida da população com idade de 35 a 49 anos (1.344)”, afirmou Andrea Fernanda Lopes.

Segundo dados do Ministério da Saúde, ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações. 

Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. “Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue”, falou Andrea Fernanda Lopes.

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Fonte: Assessoria