Governo paga mais de R$ 22 mil a policiais por apreensão de armas

O bônus foi pago de acordo com trabalho realizado em fevereiro

Cerca de 135 policiais civis e militares receberam renda extra no mês março, de acordo com o número de armas de fogo que conseguiram apreender. O pagamento da bonificação foi feito de acordo com o trabalho realizado no mês de fevereiro.

Ao todo, desde a implantação do projeto, foi pago aos policiais (civis e militares) R$ 22.520,00. Segundo levantamento feito pela Secretaria de Segurança, mais de 127 armas de fogo já foram apreendidas só nesse primeiro mês de bonificação.

Este é o primeiro de uma série de outros incentivos planejados pela Secretaria da Segurança aumentar o número de armas de fogo apreendida e assim reduzir os índices de homicídios e roubos. “A intenção do Governo é garantir abono pecuniário aos policiais civis e militares por redução de índice de criminalidade em suas áreas e nas cidades sem homicídios”, lembra o Secretário Estadual de Segurança, Fábio Abreu.

De acordo com a Lei 6.686/2015, já sancionada pelo governador Wellington Dias, as bonificações variam de R$ 300 a R$ 1,5 mil, dependendo do potencial do armamento e das circunstâncias da apreensão. Fábio Abreu afirmou que o Governo está cada vez mais empenhado para garantir a segurança do cidadão piauiense. “A população do Piauí pode ter absoluta certeza de que a polícia está ao seu lado e vai melhorar cada vez mais. A bonificação é um incentivo para que o policial se esforce ainda mais para garantir a tranquilidade que a população merece”, disse.

O secretário ressalta a urgente necessidade de impedir o tráfico de armas de fogo e munições, pois o acesso fácil põem em risco o bem-estar da população e seu direito de viver em paz. Como deputado federal, Fábio Abreu afirmou ter alguns projetos que vão ajudar neste combate, como a destruição da arma apreendida após a elaboração do laudo pericial.

“Hoje, as armas apreendidas em crimes como homicídio, por exemplo, mesmo com a pericia, ficam anexadas ao processo até que o réu tenha uma sentença. Essas armas, muitas vezes, ficam guardadas em fóruns, vulneráveis a roubos e furtos e acabam voltando para mãos de criminosos. Nossa ideia é que armas de fogo, acessórios ou munições apreendidos sejam, após elaboração do laudo pericial destruídas imediatamente. Não tem necessidade nenhuma, após o laudo pericial, que esse material acompanhe o processo”, explica Abreu destacando que esse projeto de lei já esta tramitando na Câmara Federal, mas que tem intenção de trazê-lo para esfera estadual.

Fábio Abreu acredita que a tecnologia é uma grande aliada da Segurança Pública. Em uma outra proposta, como deputado, ele sugere tornar obrigatória a instalação de dispositivo eletrônico de identificação (chip) nas armas de fogo fabricadas no Brasil e importadas, registradas no Sistema Nacional de Armas (Sinam) e no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma). Abreu explica que isso já é feito com carros e com aparelhos celulares e que a medida vai combater, significativamente, o tráfico e o comércio ilegal de armas. “Através desse projeto, o Estado terá excelente meio de monitoramento das armas de fogo. Vamos poder ter mais controle público do armamento e uma fiscalização bem mais rigorosa de sua utilização, e da sua identificação em caso de furto ou roubo”, informa. 

Segundo ele, os policiais serão os maiores beneficiados por esse projeto. “Policiais e pessoas que trabalham com seguranças são, muitas vezes, os principais alvos de criminosos que tem como objetivo capturar suas armas. Com o chip será bem mais fácil localizar e recapturar esse armamento”, frisou o secretário.

Fonte: Portal MN