MEC aumenta para 14 as questões anuladas do Enem

Após decisão do TRF, duas questões foram anuladas e uma foi revalidada

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação responsável pela organização do Enem afirmou nesta segunda-feira (7) que, após análise comparativa entre as provas do exame e das apostilas distribuídas aos alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), decidiu suspender duas novas questões do exame (números 25 e 29 do caderno amarelo) e cancelar a anulação de outra (número 32, que foi revalidada). Assim, no total são 14 as questões anuladas apenas para os 639 estudantes.

Segundo nota técnica do Inep, foram anuladas, de acordo com a numeração dos cadernos amarelos do Enem 2011, as questões 25, 29, 33 e 34 de ciências humanas; 46, 50, 57, 74 e 87 de ciências da natureza; 141, 154, 173 e 180 de matemática, e a questão 113, de linguagem e códigos. A questão 32, que havia sido anulada pela Justiça Federal do Ceará, a partir de uma ação do Ministério Público Federal daquele estado, agora será reconsiderada.

TRF havia anulado 13 questões

Em nota divulgada na sexta-feira (4), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) anunciou a anulação de 13 questões: 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, 113, 141, 154, 173 e 180. De acordo com o MEC, desde o início do processo o ministério havia detectado 14 questões antecipadas pelo colégio.

Ainda segundo as apurações do MEC, os 320 alunos do cursinho preparatório do Christus não terão questões canceladas, porque não houve indícios de que eles receberam as apostilas.

Em nota publicada no site oficial, o ministério afirmou que as 14 questões a menos fará com que os candidatos afetados "sofrerão prejuízos mínimos", porque a metodologia do exame permite que, mesmo com apenas 166 de 180 questões válidas, a pontuação máxima deles continue sendo de mil pontos.

"Este modelo permite que o cálculo da proficiência não esteja relacionado somente ao número de acertos, mas também aos parâmetros dos itens e à coerência das respostas", diz a nota.

Fonte: G1