Menina nasce com vísceras para fora de seu corpo, passa por 16 cirurgias e sobrevive

Menina nasce com vísceras para fora de seu corpo, passa por 16 cirurgias e sobrevive

Maddie Kennedy, 3 anos, ficou internada durante sete meses.

A inglesa Becky, 24 anos, estava feliz da vida com a notícia da gravidez até que na 20ª semana ela descobriu que o bebê que estava esperando tinha um problema de formação raro chamado gastrosquise. O problema é decorrente de um defeito na formação da parede abdominal, caracterizado pela presença de uma abertura na região abdominal, tornando possível o desenvolvimento das vísceras abdominais, como estômago e intestinos, do lado de fora do corpo.

"Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse problema antes e os médicos disseram que eu deveria estar preparada para o pior, ou seja, ela poderia não sobreviver. Foi de partir o coração?, disse Becky ao jornal britânico Daily Mail.

Maddie Kennedy nasceu dois meses mais cedo pesando pouco mais de 1 kg e foi levada imediatamente para o centro cirúrgico do Hospital Royal Victoria Infirmary, em Newscastle, no Reino Unido. O objetivo era tentar colocar seus órgãos dentro de seu abdôme. Sua mãe, Becky, não teve sequer a chance de olhar a filha rapidamente.

?A cirurgia durou sete horas, tempo que parecia uma vida porque eu não sabia o que estava acontecendo com a minha filha?, disse Becky. A cirurgia correu bem, mas o tratamento ainda seria longo e Becky não pode segurar a filha durante três primeiras semanas por causa de todos os tubos que estavam ligados a ela para mantê-la viva.

Maddie ficou internada durante sete meses, quatro deles na UTI. Nesse período fez outras quinze cirurgias. O principal problema é que Maddie não consegue comer corretamente e precisa de uma máquina que coloca nutrientes direto em sua corrente sanguínea.

Apesar de estar em casa, ela tem que ir frequentemente ao hospital e, provavelmente, precisará de um transplante de intestino no futuro.

?Ela é um exemplo de luta. Minha filha é muito guerreira?, diz Becky. Disso ninguém duvida, ok!

Fonte: Revista Crescer