""Mirei no chão"", diz vereador que atirou garrafa em direção a colega durante briga

""Mirei no chão"", diz vereador que atirou garrafa em direção a colega durante briga

Imagens do circuito interno mostram o momento da discussão e a hora em que Santos atira a garrafa

Após toda a polêmica formada em razão da briga na Câmara Municipal de Presidente Alves, o vereador Cristiano dos Santos (DEM) afirmou que só atirou a garrafa na direção do colega Waldir Luiz Lamberti (PTB) porque ficou irritado. Mas negou ter mirado nele. ?Eu mirei no chão. Só espirrou um pouco de água?. O caso ocorreu durante a sessão plenária na noite de quarta-feira (10) na cidade, a 383 km de São Paulo. Apesar da confusão, não houve feridos.

Imagens do circuito interno da Casa mostram o momento da discussão e a hora em que Santos atira a garrafa de plástico. ?Se fosse de vidro ou pegasse de outro jeito, poderia ter me machucado?, contou Lamberti, que disse ter sentido o objeto, mas não se ferido. O caso ocorreu dois dias depois de um tumulto generalizado envolvendo vereadores da Câmara de Águas de Lindóia.

A briga começou quando Lamberti estava ao microfone, discutindo o requerimento que havia feito para investigar a contratação da irmã de Santos. De acordo com o vereador do PTB, ela é enfermeira e a empresa para a qual trabalha havia ganho um contrato com a Prefeitura em uma licitação que Lamberti considera ?irregular?. ?Isso é nepotismo.?

Lamberti e Santos não são aliados na Câmara, o que atiçou os ânimos. ?Ele já tinha falado e queria me interromper quando eu tomei a palavra. Aí eu mandei ele calar a boca?, relatou Lamberti. Santos se defendeu: ?Ele me mandou calar a boca quatro vezes. Então, eu me irritei e atirei a garrafa?.

Inquérito

Lamberti contou que registrou um boletim de ocorrência por agressão e vai pedir a cassação de Santos. Já o vereador do DEM informou que fez um boletim de ocorrência por injúria. A investigação do caso foi transferida para a Delegacia Seccional de Bauru, na mesma região. ?Eu recolhi as imagens da Câmara para comprovar a materialidade, o que realmente aconteceu?, disse o delegado Adriano Cres, de Presidente Alves.

Fonte: g1, www.g1.com.br