Moradores do Renascença I têm prejuízos por oscilação de energia

Segundo a população, o problema vem ocorrendo há seis meses.

A marca dos 40° já foi alcançada no mês de agosto no Piauí, e parece impossível sobreviver sem utilizar ar-condicionado ou ventiladores. Mas é dessa forma que moradores do bairro Renascença I, na quadra 16, tem vivido. Há seis meses com problemas de fornecimento de energia elétrica, a população reclama que nos últimos 4 meses as oscilações são diárias e vários eletrodomésticos queimaram.

“Após as 20h o problema começa. A luz não falta completamente, mas a força fica enfraquecendo e voltando. Antes faltasse de vez, porque não teríamos tantos prejuízos com aparelhos queimados. Ninguém resolve nosso problema, mas o talão chega todo mês pontualmente”, critica o morador Nilson Coelho.

O funcionário público explica que já fizeram diversas reclamações à Eletrobrás Piauí mas as oscilações continuam a acontecer diariamente, sempre no período da noite. Esse transtorno é sentido por outros moradores, como o aposentado Manoel Soares, de 70 anos, que mora na Quadra 16 há vinte anos.

“A nossa situação é horrível. Essas oscilações já queimaram uma televisão, deu problema no meu ar-condicionado, que liga mas não gela mais. A gente paga caro pra ter as coisas e elas queimam. Pra evitar mais prejuízos, a gente deixa geladeira e freezer desligados durante a noite, porque depois das 21h fica insuportável. Além disso, ainda tem o calor e os mosquitos”, ele declara.

Além disso, os moradores reclamam da falta de atenção com o consumidor. “O que mais incomoda é a falta de atuação com o usuário. A conexão da minha caixa de energia com a rede é ruim, vive se desligando por causa das conexões mal feitas. Eu telefono, peço pra virem ajeitar, mas passam dias e não vêm, ou eles vêm mas logo dá problema de novo. Pagamos a energia em dia pra ter um serviço desses”, Manoel critica.

Ele, que já passou uma semana sem energia, já perdeu também muitos alimentos que apodreceram sem refrigeração – mais um prejuízo acumulado por problemas no abastecimento elétrico. “Estamos sofrendo muito, não aguentamos mais. O transtorno é grande!”, desabafa.

Fonte: Mayara Valença, do Jornal Meio Norte