Mortalidade na MDER é uma das mais altas em todo o país

O índice de mortalidade materna na Maternidade Dona Evangelina Rosa é um dos mais altos do país

A mortalidade materna em Teresina ainda preocupa as autoridades em saúde, devido aos números significativos desse problema na capital. Só no ano de 2012, a Maternidade Dona Evangelina Rosa registrou 29 mortes de mães. No Piauí, a média é de 90 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos.

?Esse número é bastante alto. O que temos feito é um esforço muito grande para que ocorra uma redução significativa dos indicadores?, disse o obstetra da maternidade, Joaquim Parente.

A Dona Evangelina Rosa é uma maternidade de alta complexidade e o ideal é que fossem encaminhados para lá apenas os casos de alto risco e os demais ficassem nas maternidades localizadas nos bairros da cidade.

Para que seja feita uma espécie de ?filtragem? das mães que serão encaminhadas a essa maternidade, a Fundação Municipal de Saúde está implantando nas quatro maternidades municipais a ficha de acolhimento e classificação de risco da gestante na atenção básica.

Ela permitirá a racionalização do processo de trabalho, aumentando a capacidade da rede de assistência básica em identificar os problemas e adequar o cuidado de acordo com a necessidade das gestantes.

A partir da classificação de risco a FMS espera ampliar o atendimento à gestante de risco, garantindo um pré-natal diferenciado e reforçando a qualidade nos atendimentos da rede municipal de saúde desde o início da gravidez até o parto.

?Através dessa ficha, o médico vai poder incluir a gravidez em uma das três classificações: normal, de médio risco e de alto risco e vai fazer um pré-natal adequado para cada situação?, disse o presidente da FMS, Luiz Lobão.

Em Teresina, em média, 10% em um universo de 20 mil gestantes atendidas por ano têm problemas graves na gestação e gravidez considerada de risco.

O quadro motivou o evento, que é realizado pela Prefeitura de Teresina através da Fundação Municipal de Saúde. Médicos, enfermeiros e apoiadores institucionais que atuam nas unidades de saúde da família e maternidades públicas em Teresina se reuniram na última segunda-feira (24), na abertura do evento para implantação da ficha de acolhimento e classificação de risco da gestante na atenção básica.

Fonte: Pollyana Carvalho