Motoristas e cobradores terão reajuste de 5,83%

Além disso foi determinado o aumento no ticket alimentação no valor equivalente ao percentual do IPC

O Pleno do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT/PI) determinou o aumento linear de 5,83% para os trabalhadores em transporte coletivo de Teresina que ganham mais de um salário mínimo. Os trabalhadores que ganham apenas o salário mínimo não receberam nenhum reajuste, já que foram beneficiados com o aumento de 12,05% concedido pelo Governo Federal este ano. A decisão foi tomada no julgamento do dissídio coletivo econômico ocorrido na manhã desta quarta-feira (26). O percentual corresponde ao INPC (Índice Nacional do Preço ao Consumidor) acumulado em abril deste ano.

Além disso foi determinado o aumento no ticket alimentação no valor equivalente ao percentual do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de Teresina, acumulado em abril, calculado pela Fundação Cepro em 8,23%.

Dessa forma, o valor do ticket alimentação dos motoristas passou de R$ 305,76 para R$ 330,92; dos cobradores, fiscais e despachantes subiu de R$ 214,03 para R$ 231,64 e dos demais funcionários aumentou de R$ 183,45 para R$ 198,52.

Os desembargadores federais do trabalho determinaram ainda a manutenção da jornada de trabalho atual de 7h20min ininterruptas e da atual divisão do pagamento do plano de saúde, onde o trabalhador arca com uma parte e o empregador com outra, mantendo a proporcionalidade em caso de reajuste. Ao todo foram julgadas e/ou homologadas as 49 clausulas existentes no dissídio.

O relator do processo, desembargador Francisco Meton Marques de Lima, apesar de ter sido vencido tanto na proposta da extinção do processo por ausência de acordo para a instalação do dissídio, quanto na proposta do reajuste salarial de 8,05%, avaliou o resultado do julgamento como positivo para as duas partes, uma vez que o aumento do salário, que seguiu o índice do INPC, somado ao acréscimo no valor do ticket alimentação, proposto por ele em plenário, garantiu um aumento na remuneração dos trabalhadores sem gerar impacto tributário para os empresários.

Fonte: TRT