Motoristas estão bastante assustados com a ação de flanelinhas em Teresina

Motoristas estão bastante assustados com a ação de flanelinhas em Teresina

A profissão não é regulamentada e quem faz as leis são os próprios flanelinhas

Onde existe um grande número de carros estacionados, sem dúvida, é possível encontrar flanelinhas, que são profissionais que trabalham guardando e até lavando os veículos.

Alvo de muitas reclamações e críticas de motoristas, eles estão sempre à disposição com um pedaço de papelão quando um carro está sendo estacionando. Segundo eles, a intenção é logo colocá-lo no para-brisa para proteger o veículo e ganhar o serviço na disputa com os demais.

A profissão não é regulamentada e quem faz as leis são os próprios flanelinhas que são os donos das vagas, muitos trabalham há anos no mesmo lugar. As principais reclamações são de motoristas que são xingados e tem o veículo riscado ou arrombado quando se recusa a pagar.

Uma mulher, que não quis se identificar, afirma que teve o seu carro arrombado por se recusar a pagar R$ 10,00 ao flanelinha. ?A gente pagou R$ 5,00 antecipado e quando a gente chegou ele tinha arrombado o carro e levado tudo. Outro caso aconteceu este ano quando a gente foi para uma formatura: o flanelinha disse que tínhamos que pagar R$ 10,00 e pagamos, mas o meu esposo disse que não tinha percebido que o carro estava destravado. A gente entrou no evento e 10 minutos depois voltamos ao carro e o celular não estava mais. Ele inventou uma história para não ser responsabilizado.?

Outros motoristas reclamam que tiveram os carros riscados porque não pagaram os flanelinhas. O ponto mais crítico é a praça da Bandeira, no Centro de Teresina. Em apenas um mês vários carros foram arrombados, neste período, duas armas militares foram levadas de dentro de veículos. ?Levaram uma pistola de dentro de um carro de um militar?, afirmou um flanelinha que afirma buscar uma condição digna de trabalho e se sente prejudicado com a ação dos colegas de profissão.

Alguns profissionais se dizem prejudicados por conta da ação de marginais que se infiltram na categoria. O repórter Wellington Raulino, da Rede Meio Norte, durante sua reportagem, encontrou um flanelinha organizado com vestes apropriadas, com colete, identificação e telefones para contatos. ?A partir de agostou vou ter patrocinadores. O cliente chega e às vezes o flanelinha chega com brutalidade. Se ele não puder pagar, basta apenas dizer: deixa para a próxima vez!?, afirmou o flanelinha Dino.

Fonte: Denison Duarte