Mototaxistas reclamam que prejuízo devido clandestinos chega a 60% de sua renda

Mototaxistas reclamam que prejuízo devido clandestinos chega a 60% de sua renda

A falta de fiscalização dos mototaxistas clandestinos continua a causar prejuízos àqueles que estão legalizados

Em plena polêmica envolvendo a morte de dois taxistas em Teresina, outros profissionais exigem mais segurança. Neste grupo, encontram-se os mototaxistas, que lutam por uma maior fiscalização em torno dos companheiros de trabalho que atuam clandestinamente.

Os prejuízos vindos desta prática também são outro empecilho, tendo em vista que segundo levantamento do sindicato da categoria, cerca de 600 atuam ilegalmente de segunda a sexta e nos finais de semana esse índice sobe para mil apenas na capital, abarcando os clientes daqueles que atuam dentro das normas e impondo, consequentemente, riscos à população, pelo fato de que boa parte não desenvolve as atividades com os aparatos de segurança exigidos pelo órgão regulador.

Buscando a adoção de medidas drásticas, o presidente do Sindicato dos Mototaxistas do Piauí Ricardo Ribeiro sinaliza para constantes reuniões com as autoridades competentes.

“Tivemos na última terça (02) uma reunião com representantes da Secretaria de Segurança, que se comprometeram a coibir os clandestinos, vamos ver se cumprem”, esbraveja.

Ele coloca em debate a vulnerabilidade dos cidadãos teresinenses e critica os profissionais que trabalham de forma irregular. “Só atrapalham e quem é mais prejudicada é a população, pois não sabe com quem está andando, pode até ser uma pessoa que quer fazer o mal, como roubar, sequestrar. É preciso fiscalizar”, desabafa.

Ribeiro destaca que a distinção entre os dois grupos é complicada e lamenta a falta de ações combativas. “Nosso prejuízo chega a 60% por conta deles, e infelizmente usam o mesmo colete que nós; a única diferenciação é que temos o número do alvará”, diz. “Estão cometendo um crime. Fora que comprar esses coletes é fácil, essa prática ilegal está difundida pela cidade”, denuncia.

Por fim, o presidente do Sindicato retrata o cenário de pânico que vivem diariamente. “Com certeza estamos nos sentindo desprotegidos, inclusive nossa ocupação é mais perigosa que dos taxistas, já que quase todos nossos clientes pegamos nas ruas. E existe sim o aconselhamento para não rodar em algumas regiões, principalmente à noite”, finaliza.

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Fonte: Francy Teixeira