Mulher não se alimenta de comida há 7 anos por ter os músculos do estômago paralisados após uma simples gripe

Ela é mantida viva através de alimentação intravenosa, além de sacos de glicose para dar-lhe energia. Ela nunca mais poderá alimentar-se normalmente.

A britânica Nicola Nichols, de 25 anos, não tem uma refeição há sete anos, devido a uma condição rara que deixou seu estômago paralisado, após uma simples gripe.

 Após contrair a gripe, ela não conseguia engolir qualquer tipo de alimento, sólido ou líquido, vomitando até 50 vezes por dia. Inicialmente, os médicos acreditavam que ela tinha um distúrbio alimentar, antes de finalmente darem o diagnóstico de gastroparesia, uma condição na qual os músculos do estômago são paralisados.

Ela é mantida viva através de alimentação intravenosa, além de sacos de glicose para dar-lhe energia. Ela nunca mais poderá alimentar-se normalmente.

Nichols, mãe de duas crianças, teve de largar seu emprego como administradora por conta da doença debilitante. Ela perdeu 12kg em apenas três meses.

A gastroparesia é uma condição na qual existe um problema com os nervos ou músculos do estômago, incapaz de fazer a digestão de alimentos de forma adequada. Ela é causada por lesão do nervo que regula o sistema digestivo. Quando esse nervo é danificado, os músculos do estômago e intestinos param de trabalhar.

Ele geralmente é causado por diabetes, Parkinson ou como resultado de uma complicação cirúrgica, mas às vezes não há uma causa clara do problema. Há casos raros de incidências após uma simples gripe, vírus, intoxicação alimentar ou depois de tomar antibióticos.

Nichols foi equipada com um dispositivo de metal montado em seu abdômen para transmitir sinais elétricos para os músculos do estômago, fazendo-os trabalhar novamente. Mas a medida de emergência falhou e ela sofreu falência intestinal.

Seu intestino não conseguia digerir os alimentos e absorver os fluidos necessários para ela viver. Após isso, ela passou a ser alimentada diretamente em sua corrente sanguínea com a nutrição parenteral total (NPT) - um saco de três litros especial que bombeia nutrientes de tempos em tempos. Ela utiliza um saco de comida dois dias por semana e um saco de glicose cinco dias por semana, ambos armazenados entre dois e oito graus.

A doença deixou Nichols em cadeira de rodas, além de começar a perder seu cabelo por falta de nutrientes adequados. “Um efeito colateral do TPN é que seu cabelo pode ficar muito fino e cair. É terrível para uma mulher ter que passar por isso, mas meu marido me ajudou, também raspando seu cabelo, comigo”, disse.

Apesar da doença crônica, ela conseguiu dar à luz ao filho William, de 3 anos, e Felicity, hoje com 11 meses de idade. As duas crianças nasceram saudáveis.

Fonte: Jornal Ciencia