Na televisão, pastor vende tijolo "para obra de Deus" por R$ 200 para fieis

Na televisão, pastor vende tijolo "para obra de Deus" por R$ 200 para fieis

A criatividade de pastores e outros líderes religiosos para obter doações de fieis é muito antiga

Da venda de miniaturas da arca da aliança a paninhos empapados de suor do pastor; da cobrança de dízimo em débito automático ao "desafio" financeiro que o fiel deve pagar suaves prestações no carnê; da venda de caríssimas caravanas à Terra Santa às vigílias do enriquecimento etc.

Hoje em dia vale quase que absolutamente tudo para fazer valer a chamada teoria da prosperidade, defendida por tantas igrejas...

A Igreja Mundial do Poder de Deus não fica atrás. Seu líder, o intitulado apóstolo Valdemiro Santiago, está anunciando na TV a venda do "tijolo da obra de Deus". Trata-se de um tijolinho de plástico, até que fofinho, que o fiel deve comprar por, no mínimo, R$ 200. Com isso, além de ganhar o mimo ele está "investindo" na reconstrução da obra de Deus" e da sua própria vida. "Você não pode ficar de fora. Você já investiu em tanta coisa nessa vida...", prega Santiago na TV.

Segundo Santiago, estão "separados" 100 mil tijolinhos para que os fiéis os adquiram. Se conseguir vender tudo, a Igreja Mundial arrecadará em torno de R$ 20 milhões --suficente para a construção de um edifício.


Na TV, pastor vende tijolo

Santiago deve estar realmente precisando de mais dinheiro, uma vez que diz gastar quase R$ 15 milhões por mês só em compra de horários em TVs e rádios. E isso sem contar a Rede CNT, em que ele está prestes a colocar as mãos integralmente.

Ainda no mundo religioso, a repercussão da entrevista que o pastor Silas Malafaia deu a Marília Gabriela no fim de semana rendeu não apenas bom ibope para ela (50% a mais que o habitual), mas, principalmente, para o religioso. Sua assessoria está sendo inundada de convites de outros programas, inclusive no próprio SBT, que querem Malafaia como entrevistado. O único canal que não entrou em contato foi, obviamente, a Record de Edir Macedo.

Fonte: F5