No dia da preservação da Camada de Ozônio, Brasil supera metas de proteção

No dia da preservação da Camada de Ozônio, Brasil supera metas de proteção

No dia da preservação da Camada de Ozônio, Brasil supera metas de proteção

Nesta terça-feira (16) celebra-se o Dia de Preservação à Camada de Ozônio. Esse filtro natural que protege a vida na Terra contra radiações solares excessivas apresenta o mais significativo índice de recuperação dos últimos 35 anos – resultado do cumprimento de tarefas do Protocolo de Montreal.O Brasil contribuiu com o esforço mundial e superou as metas de redução de consumo das substâncias que causam danos à estratosfera, informa o Ministério do Meio Ambiente.“A meta brasileira seria do congelamento do consumo de 

Nesta terça-feira (16) celebra-se o Dia de Preservação à Camada de Ozônio. Esse filtro natural que protege a vida na Terra contra radiações solares excessivas apresenta o mais significativo índice de recuperação dos últimos 35 anos – resultado do cumprimento de tarefas do Protocolo de Montreal.

O Brasil contribuiu com o esforço mundial e superou as metas de redução de consumo das substâncias que causam danos à estratosfera, informa o Ministério do Meio Ambiente.

“A meta brasileira seria do congelamento do consumo de hidroclorofluorcarbonos (HCFC) em 1.327 toneladas de PDO (substâncias com potencial de destruição do ozônio) em 2013. Chegamos a 1.189,25. Com uma diferença de 138 toneladas”, relata a gerente de Proteção da Camada de Ozônio, Magna Luduvice, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do MMA. Os números são do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Crescimento

A camada de ozônio é destruída por substâncias químicas sintetizadas, compostas por hidrogênio, carbono, cloro, flúor e bromo, com diversas aplicações, especialmente na fabricação de espumas (de colchões a autopeças) e no setor de refrigeração e ar-condicionado (fluidos refrigerantes).

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) informa que, entre 2000 e 2013, os níveis da camada de ozônio cresceram 4% em latitudes norte a cerca de 30 milhas (48 km) de altura. Esse é o primeiro índice significativo confirmado por cientistas, desde que foi constatado o chamado “buraco da camada de ozônio”, nos anos 1980, na Antártica.

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990, e em 2010 zerou a taxa de consumo dos clorofluorcarbonos (CFC), que até então eram os principais vilões dos danos na estratosfera. No ano seguinte, o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFC (PBH) foi aprovado.

Embora tenham menor potencial de destruição, os hidroclorofluorcarbonos influenciam no efeito estufa, e também por isso devem ser substituídos na indústria por outros compostos químicos.

Ações

A primeira etapa do compromisso brasileiro para eliminação dos HCFCs se encerra em 2015, prazo final para que o País reduza 16,6% do consumo dessas substâncias em relação à média consumida em 2009 e 2010 (1.327 t PDO).

A segunda etapa compreende o período de 2016 a 2040, com metas de redução de 35% em 2020, 67,5% em 2025, 97,5% em 2030 e eliminação total em 2040. Para o cumprimento de metas, as ações são subsidiadas pelo Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente