Nota de corte para Medicina cai na UFPI e sobe na UESPI

O curso da UFPI apresentava nota 780,00 e caiu para 778,59. Já na Uespi, para o campus do Pirajá, na zona Norte de Teresina

A segunda atualização das notas de corte dos cursos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), feita na madrugada a quarta-feira (8), mostrou uma diminuição da nota de corte do curso de Medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI), do campus Petrônio Portella. Quando feita e divulgada a primeira atualização, o curso apresentava nota de corte 780,00. Na segunda atualização, a nota caiu para 778,59.

Em contrapartida, o curso de Direito, da mesma Instituição e no mesmo campus, obteve um aumento, passando de 725,24 na terça, para 730,21 na quarta-feira. Enfermagem também teve alteração na nota, quem deseja concorrer a uma vaga no curso, agora tem que ter, pelo menos, nota de corte de 670,02. No dia anterior, a nota era 650, 02. O curso de Engenharia Civil na UFPI teve queda na nota, passando de 750,16 para 746, 21. Já o curso de Pedagogia, que apresentava nota de corte de 554,11 no primeiro dia, subiu para 582,67.

Na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) as notas destes cursos em específico também sofreram modificação.

Todas tiveram um leve aumento no corte para a seleção dos candidatos. Ao contrário do que aconteceu na UFPI, a nota de corte do curso de Medicina, do campus do Pirajá, aumentou de 761,81 para 762,78. No curso de Direito, a nota mudou de 698,54, para 714,25; Enfermagem passou de 621,71 para 650,86; Engenharia Civil teve aumento de 718,66 para 728,11; e Pedagogia subiu de 538,17 para 564,00.

As notas de corte dos 4.732 cursos oferecidos por 115 instituições de ensino superior no Sisu são atualizadas diariamente, durante a madrugada. O estudante deve acompanhar sua posição no curso escolhido de acordo com a nota de corte. Ele pode mudar o curso até o último minuto do prazo de inscrição, que termina às 23h59 de sexta-feira (10). O resultado da primeira chamada sai na próxima segunda-feira (13). O Sisu oferece 171.401 vagas em universidades federais e estaduais e institutos federais de educação superior.

Ferramenta virtual simula resultado do Ideb

Agora, a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), pode ser projetada. O Instituto Qualidade no Ensino (IQE), organização não governamental que atua na formação continuada de professores e gestores escolares, criou uma ferramenta virtual para utilização de toda a comunidade. O acesso ao simulador pode ser feito através do endereço:www.iqe.org.br/simula.

O ?Simulador do IDEB? já está disponível no site do IQE e pode ser utilizado gratuitamente por qualquer pessoa.

Todos os cálculos realizados pelo Simulador seguem rigorosamente os padrões estipulados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

A cada dois anos, com base no resultado da Prova Brasil e nas taxas de aprovação, o IDEB é apurado para várias instâncias administrativas - escola, rede de ensino, município, estado e o país. De acordo com José Gayoso, coordenador de Relações Institucionais do IQE, a simulação virtual é feita mediante a inserção de quatro parâmetros (etapa de ensino, nota na Prova Brasil em Língua Portuguesa e Matemática e taxa de aprovação). Dessa forma, o usuário do site do IQE terá o IDEB calculado (projetado), podendo repetir infinitas vezes esse processo.

?O simulador permitirá a diferentes setores da sociedade, incluindo-se a gestão pública, um conhecimento mais aprofundado sobre as variáveis que impactam o Índice. Paralelamente, acreditamos que essa ferramenta virtual proporcionará interatividade com o usuário, fomentando o interesse pelas questões acerca da educação pública?, frisou.

A utilização do Simulador por diretores/gestores de escolas, que pode ser feita por qualquer usuário de internet, pode fornecer importantes insumos quando da elaboração do projeto político-pedagógico, afirma o coordenador do IQE. Porém, José Gayoso observa que o IDEB em si não encerra a análise sobre os fatores inerentes ao processo de ensino e aprendizagem, presentes em uma rede pública.

Ele lembra que a condição socioeconômica dos pais, quantidade de alunos por turma, rotatividade dos professores, carga horária dos docentes, rotatividade dos gestores (diretores), dentre outros, contribuem para uma situação desfavorável de grande parte dos discentes de escolas públicas.

?No entanto, a utilização pela gestão pública de uma ferramenta que possibilite a identificação dos possíveis resultados, mensurados pelo Simulador do IDEB, oriundos da combinação entre proficiência (Língua Portuguesa e Matemática) e taxa de aprovação, poderá ajudar no planejamento de metas para uma escola ou rede de ensino?, aponta José Gayoso ressaltando que o simulador possui caráter de utilidade pública e caráter informativo. ?Qualquer um tem acesso e mais pessoas serão conscientizadas?, finaliza.

Fonte: Aline Damasceno