Novo Mercado do Peixe vive impasse na zona Norte de Teresina

Mercado do Peixe do Poti Velho, zona Norte de Teresina vive impass

O Mercado do Peixe do Poti Velho, zona Norte de Teresina vive um impasse. É que enquanto a Prefeitura Municipal de Teresina quer realocar os pescadores para o prédio onde funcionava o antigo Centro de Saúde do bairro, os pescadores locais querem ocupar as antigas instalações do Piratinga Clube - Centro de Convivência do Idoso. O local requerido está abandonado e utilizado por usuários de drogas.

Quem denuncia a problemática são os próprios pescadores locais. “Querem colocar a gente no lugar do antigo hospital, mas lá é contramão para nossos clientes.

Aqui (aponta para o espaço abandonado) é bem melhor, pois teria um lugar para as pessoas estacionarem e é mais visto. Só o que tem aqui dentro é gente usando drogas”, denuncia Valdivino de Aquino, que é pescador desde a década de 40.

Atualmente os pescadores descamam os peixes em condições precárias. Essa atividade acontece no final da Alameda João Isidoro França, chegando às margens do Rio Poty.

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O cheiro forte dos restos de peixes atraem insetos e outras pragas. “Antigamente nós ficávamos próximos das margens do rio, mas depois a prefeitura nos cedeu essas barracas. Agora querem colocar a gente do outro lado da rua e duvido que isso vá melhorar nossa situação”, lembra Valdivino.

Os pescadores afirmam que querem ocupar o espaço com uma atividade útil. “O espaço do Centro de Convivência é muito melhor. E está abandonado. Não acontece nada dia nenhum. Se nós fôssemos para lá, com certeza utilizaríamos de forma correta”, afirma o também pescador Raimundo Pereira.

No entanto, alguns reconhecem os benefícios trazidos pela prefeitura. “Concordo que seria melhor no prédio do Centro de Convivência, mas devemos considerar que no local implantado pela Prefeitura nós teremos melhores condições de higiene”, relata Fabrício Gonçalves. “Talvez com o novo prédio venham pessoas de outros lugares para conhecer e comprar nosso pescado”, completa.

SDU/Centro-Norte explica como será adequação

A reportagem visitou a obra do novo Mercado do Peixe. A construção ainda está em fase preliminar, e as paredes são as mesmas de onde antes funcionava o antigo Centro de Saúde. A estrutura é da década de 80, e deve receber melhorias significativas.

De acordo com Ângelo Cavalcante, superintendente executivo da SDU/Centro-Norte, o local será completamente revitalizado. "Estamos fazendo a adequação de um prédio para abrigar o pessoal que vende peixe naquela região.

Para a adaptação foi desenvolvido um projeto com a equipe de arquitetos da prefeitura: serão boxes individuais para cada um deles, com bancada, pia, ponto de água e energia. Hoje eles vendem o peixe de forma precária, e que não é adequada para a manipulação do peixe. Daremos uma condição digna de trabalho a estes profissionais", explica.

ESTRUTURA - O espaço também contará com uma estrutura de refrigeração. "Para o mercado como um todo teremos uma câmara fria. Esse investimento dará maior conforto aos pescadores e melhores condições de higiene. Desta forma, será oferecido um pescado de melhor qualidade para a população", declara o superintendente executivo.

No entanto, ao contrário do esperado, a obra deve ter um novo prazo. "Lá é uma obra de aproximadamente 300 mil reais, que foi já foi autorizada pelo prefeito. Vamos entregar até o final do ano ou início de 2016.

Vamos reformular o prazo que existia porque, embora o prédio já exista, nós nos deparamos com problemas que não eram possíveis de ser observados antes de começar a quebrar as paredes. A estrutura do prédio precisava de um reforço maior", finaliza Ângelo Cavalcante.

Fonte: Lindalva Miranda e Lucrécio Arrais