Parque Lagoas do Norte é incentivo para negócios

Parque Lagoas do Norte é incentivo para negócios

O Parque Lagoas do Norte, na zona Norte de Teresina, que já atrai muitos visitantes nos fins de semana, está incentivando o surgimento de negócios.

O Parque Linear Lagoas do Norte, em Teresina, que desperta a atenção das famílias por ser uma novidade entre as opções de lazer, está levando os moradores da região a criarem pequenos negócios em suas casas para ganhar um dinheiro extra. No local é proibida a utilização dos quiosques para vendas, a não ser em casos de exposição de produtos artesanais com a devida autorização e interesse do poder público.

Para driblar a proibição os moradores usam as calçadas das residências para comercializar seus produtos. Este é o caso da dona de casa Simone Parente. Ela é casada e tem um filho de dois anos, para ajudar na renda da família ela montou um ponto de venda de creme de galinha, crepes e refrigerante na calçada de sua casa.

Como o movimento só aumenta a cada dia, Simone conta com a ajuda da irmã, Eliane Parente, que também mora no local. ?Com a inauguração tudo ficou ótimo, além de um local para meu filho brincar ainda consigo ganhar um dinheirinho. Parece um sonho, acabou o mau cheiro e a violência e tudo está lindo, é perfeito?, comenta Simone.

As vendas no local são bem expressivas, Simone afirma que consegue vender de R$ 100,00 a R$ 150,00 por dia e nos finais de semana esse valor aumenta para R$ 250,00. ?O movimento é sempre grande e as pessoas vêm de todos os cantos de Teresina, nós só temos o que comemorar nossas vendas?, acrescenta a irmã Eliane Parente.

As donas de casa são a maioria entre os vendeadores. Muitas delas tinham como renda apenas os recursos do Programa Bolsa Família concedido pelo Governo Federal ou recebiam ajuda do marido. Agora elas apostam no grande movimento do local para vender água, refrigerante, salgadinhos, cremosinho e cerveja.

Moradora vende água e cremosinhos

A moradora da região do Parque Lagoas do Norte, Fabiana Carvalho, que tem dois filhos e uma renda fixa do Programa Bolsa Família, decidiu vender água e cremosinho no local para complementar sua renda. ?É melhor que ficar em casa sem fazer nada e aqui é bom porque enquanto eu trabalho meus filhos brincam no parquinho?, explica.

Fabiana afirma ainda que vende de 30 a 40 cremosinhos por dia, sendo que o valor de cada um é R$ 0,50, e nos fins de semana esse número dobra por causa da grande movimentação de visitantes. Quem também entrou na onda da venda de cremosinhos e água mineral foi a dona de casa Valdene Sousa. Ela afirma que tem dias que chega a vender cerca de 60 cremosinhos e que, com o Parque Lagoas do Norte, sua vida melhorou.

?Agora está 100%, antes não tinha para onde ir, agora, além de um local para se distrair, ainda consigo um dinheiro para ajudar nas despesas de casa?. Já a dona Diana Alves fala que arrecada por dia R$ 70,00 em cremosinhos e água mineral e nos finais de semana esse valor sobe para R$ 140,00. ?Apesar de muita concorrência, aqui existe espaço para todo mundo, quem chega aqui consegue vender tudo?, garante.

Crianças também lucram com as vendas

Engana-se quem pensa que as crianças vão ao Parque Lagoas do Norte apenas para se divertir. É possível encontrar muitas delas trabalhando. Os adolescentes Robert Wesley de Sousa e Eduardo Henrique Silva, ambos com 12 anos, circulam no local com um isopor cheio de cremosinhos.

Eles afirmam que decidiram vender por conta própria e que não necessitam do dinheiro. ?Eu que quis vir vender, minha mãe não queria deixar, mas em casa não estava fazendo nada, então ela aceitou. Só que não tenho necessidade, o dinheiro que faço aqui fica todo pra eu gastar com besteiras?, garante Wesley, que vende 40 cremosinhos por dia.

Já Eduardo é mais cauteloso em relação aos lucros e diz que está juntando todo o dinheiro. ?Minha mãe, no começo, achou ruim, mas depois aceitou, o dinheiro é todo para mim, estou juntando para comprar uma coisa que não decidi ainda, ou para uma necessidade?, afirma o adolescente, que já conseguiu juntar R$ 40,00.

Fonte: DJALMA BATISTA E IVANA MACHADO