Para Setut, invasão e sequestro dentro de ônibus foi caso isolado

A assessoria do Setut argumentou que o assalto sequer chegou a ser anunciado.

Para o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut), o episódio ocorrido terça-feira (11), no qual uma homem invadiu um ônibus da linha Teresina-Timon (Ponte Nova) e manteve uma mulher como refém, foi um caso isolado. A assessoria do Setut argumentou que o assalto sequer chegou a ser anunciado, e que, segundo o motorista, o agressor já entrou no veículo alterado e resmungando sobre uma pessoa, de quem, aparentemente, queria se vingar. Posteriormente o invasor foi preso e a vítima libertada.


Para Setut, invasão e sequestro dentro de ônibus foi caso isolado

O órgão esclareceu ainda que, para inibir casos de violência, o transporte urbano de Teresina dispõe de duas ferramentas: o sistema de monitoramento por imagens e o rastreamento dos veículos. O monitoramento por imagens é composto por câmeras internas e as gravações são avaliadas por uma equipe de profissionais na sede do Setut.

São úteis, por exemplo, para identificar pessoas que apresentam comportamento suspeito, emitem ofensas verbais ou têm atitudes agressivas. Em caso de violência, como assaltos ou agressões físicas (a exemplo do caso da terça-feira), os vídeos não são remetidos ao Setut, e sim são enviados imediatamente pela empresa à polícia.

Ainda de acordo com informações do Setut, por causa da migração do equipamento antigo (VHS) para a mídia atual (com cartão de memória), atualmente a gravação de imagens em alta definição ainda não beneficia a totalidade da frota, que soma 466 ônibus.

No entanto, apesar das medidas preventivas adotadas no sistema, os passageiros manifestam apreensão no que diz respeito à violência nos ônibus de transporte coletivo. O medo já começa nas paradas. ?Nunca fui assaltada dentro de ônibus, mas conheço gente que passou por isso. Às vezes, os assaltantes já roubam no ponto de espera mesmo, e acabam correndo para dentro do Mercado Central, aqui na Praça da Bandeira. É dessa forma que conseguem escapar?, disse o professor Evaldo Oliveira.

Fonte: Dowglas Lima