Pedro II é destaque em projeto de alfabetização

Projeto atua em cidades do Piauí e Sergipe

A cidade de Pedro II será exemplo para o Brasil. Na próxima quinta-feira um grupo do projeto Alfabetização Solidária (AlfaSol) vão até a cidade do norte do Piauí conhecer os resultados do projeto desenvolvido desde 2008 na alfabetização de jovens e adultos. A AlfaSol é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1996, que adota um modelo de articulação de parcerias em todos os segmentos de sociedade.

De acordo com o Censo Demográfico 2000 do IBGE, uma população de 36.201 habitantes, sendo que 57,78% residem na zona urbana e 42,22% em áreas rurais. A taxa de analfabetismo do município é de 38,7%, acima da média do estado, que é de 30,5%. Em seu primeiro ano em Pedro II , o Alfasol conseguiu manter índices de frequência escolar excelentes, acima de 87%, muito acima da média nacional, que fica em torno de 50%.

No Piaui o programa está presente também nos municípios de José de Freitas, Barro Duro, São José do Divino, Nossa Senhora dos Remédios, Itainópolis, Pio IX, Miguel Alves, Padre Marcos e Milton Brandão. O projeto também é desenvolvido em municípios de Sergipe e é incentivado por uma montadora de automóveis. Elizabete Mendes de Sousa, de 26 anos é uma das educadoras do projeto. Ela recebe de segunda a quinta-feira um grupo de 15 alunos que frequenta as aulas de alfabetização que acontecem ali mesmo, em sua sala de visitas.

Exigente, a professora cobra presença e participação de seus alunos que, interessados e aplicados, vêm conseguindo progressos importantes. Entre os alunos estão Maria Mendes de Sousa, de 59 anos, e Francisco Evaldo Mendes de Sousa, de 33, mãe e irmão da professora. A professora conta que até começar a frequentar sua classe a mãe nunca havia colocado o pé numa sala de aula. Já o irmão largou os estudos porque, ainda rapazinho, foi tentar a vida em São Paulo.

?Quando decidi me tornar alfabetizadora, há cerca de seis meses, perguntei a eles se queriam frequentar as aulas e os dois ficaram empolgados com a ideia. Decidiram na mesma hora que queriam estudar?, conta. Hoje, poucos meses depois de iniciada a turma, os alunos vêm surpreendendo a professora. ?Minha mãe, que nem conhecia as letras, já identifica os números e o alfabeto. Meu irmão, que tem um pouco mais de facilidade, já está conseguindo ler e escrever?, comemora a professora. (C.R.)

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte