Piauí registra mais de 140 incêndios nos dois primeiros dias de setembro

Piauí registra mais de 140 incêndios nos dois primeiros dias de setembro

Em dois dias Piauí tem 147 incêndios

O segundo semestre, quando o Piauí registra as temperaturas mais altas do ano, é marcado pelo alto número de queimadas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), só nos dois primeiros dias do mês de setembro o Estado já registrou 147 focos de incêndio. Só nos meses de julho, agosto e setembro foram registrados 3.584 focos de incêndio. No ano inteiro já foram 4.339 casos.

O levantamento feito pelo Instituto mostra que esses casos aumentam consideravelmente quando se inicia o segundo semestre do ano. Enquanto foram registradas 373 ocorrências no mês de junho, em julho esse número subiu para 1.177 e para 2.260, em agosto.

Se levarmos em consideração o levantamento feito em anos anteriores, os meses de setembro e outubro são os que apresentam o maior número de casos.

Em Teresina, segundo dados do Corpo de Bombeiros, segue-se a tendência do restante do Estado e os números começaram a crescer no mês de julho e seguem aumentando até o mês de novembro, quando são registradas as temperaturas mais altas na capital e no restante do Estado. 

Os bombeiros registraram 76 casos no mês de julho, na capital e 121 em agosto. Os dados dos primeiros dias de setembro ainda não foram organizados.

O comandante operacional dos bombeiros, coronel Costa, explica que esses números são apenas das ocorrências em que a corporação foi acionada, podendo os índices serem bem mais altos do que esses. 

“Esse aumento é registrado todos os anos, a partir do mês de julho e esses dados que nós temos são apenas daquelas ocorrências em que somos acionados. Esse número pode ser bem maior do que isso”, disse.

Ele alerta que as pessoas tomem alguns cuidados para que as queimadas não acabem se agravando e fugindo do controle. “A saída é a educação ambiental, as pessoas precisam fazer a limpeza das áreas próximas às suas residências ou empresa. É comum incêndios em áreas de vegetação ganharem grandes proporções e atingirem empresas e residências”, disse.

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Fonte: Pollyana Carvalho