Piauí retoma desenvolvimento por territórios com R$ 2,3bi investido

O trabalho de planejamento a médio prazo é uma política de Estado.

“O planejamento como alargamento da esperança”. É com essa ideia inspirada em um dos mais destacados intelectuais brasileiros do século passado, Celso Furtado, que o economista Antônio Neto (foto) comanda a equipe da Secretraia Estadual de Planejamento na configuração do Plano Plurianual (PPA) do Estado para o período de 2016 a 2019.

O trabalho de planejamento a médio prazo é uma política de Estado, transcendendo os governos, evitando descontinuidade nas ações durante os quatro anos de vigor do PPA.

O documento projeta crescimento econômico com equidade social, segurança e sustentabilidade seguindo os mesmos eixos estabelecidos no plano do Governo Federal.

“A ideia é que a justiça social possa ser melhor alcançada do ponto de vista de um desenvolvimento que traga para a sociedade um avanço nos índices de qualidade de vida, de aumento da renda per capita e obviamente que isso vai ter uma influência muito forte tando no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como no Produto Interno Bruto (PIB)”, explica Antônio Neto.

Nesse último tópico, o plano repercutirá diretriz do governador Wellington Dias de que o desenvolvimento estadual deve alcançar a melhoria da vida das pessoas sendo aferido pelo aumento da renda per capita no Estado.

Para alcançar essas metas a elaboração do novo plano retoma o recorte dos 11 territórios de desenvolvimento do Estado. A ideia é aglomerar as regiões como uma dinâmica articulada otimizando as soluções, aprimorando a utilização dos recursos, bem como dos equipamentos do governo e avançando com a implantação dos colegiados e conselhos territoriais que acompanharão in loco os desdobramentos das ações estabelecidas no PPA.

“Com a visão por regiões as princiais cidades terminam concentrando as ações. Com o território a gestão pública pode se tornar mais eficiente a medida que a gente aproveita tando as potencialidades econômicas e ao mesmo tempo descentraliza a gestão. As parcerias se tornam mais efetivas”, afirma Antônio Neto.

As outras medidas que norteiam as ações de desenvolvimento nos territórios são a inclusão produtiva garantindo às pessoas uma melhor capacidade de renda através de um crescimento conjunto – pequenos, médios e grandes produtores - de forma articulada; a inclusão social com a erradicação da pobreza; a política de segurança que tem exigido ações emergenciais devido à escalada da violência e à gestão e transparência com eficiência no Estado.

Para esse objetivo o governo identificou as ações que precisam ser implementadas através de obras e investimentos estruturantes que somam R$ 2,3 bilhões.

Fonte: Ananias Ribeiro