Hacker que furtou R$ 20 mi de contas bancárias é preso

Kawill Willames foi preso na zona sul de Teresina

Delegados e agentes do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) prenderam, neste sábado, em Teresina, o acusado de ser o líder do grupo de hackers que furtou R$ 20 milhões em contas bancárias, em operações ilegais pela internet, Kawill Willames Menezes Rodrigues, que mora no bairro Monte Castelo, na zona Sul de Teresinaq, e era conhecido como o Rei da Liga, por ostentar muito dinheiro e dirigir um automóvel BMW.

Ele estava foragido desde novembro, quando a Greco prendeu na Operação Phishers IsmaelCarlos Vieira da Silva, o “Catita”, Anna Joaquina Queiroz Nascimento, Denis Breno Silva Azevedo e Geannyne Rafael Alves Nepomuceno, vulgo “Rafael Olhão”.

De acordo com o Greco, muitos dos presos seriam instrumentos dos líderes para captar os possíveis laranjas com suas contas bancárias. “São pessoas ligadas à organização criminosa, que conseguimos provas, mas não são os hackers.

Kawill Willames Menezes Rodrigues (Crédito: PM)
Kawill Willames Menezes Rodrigues (Crédito: PM)


Eles são os indivíduos que conseguem pessoas para emprestar as contas, vão sacar o dinheiro nos bancos, são instrumentos da organização.

Segundo a polícia, os líderes seriam Jailton Rubens de Almeida Sousa, vulgo Manin, e Kawill Willames Menezes Rodrigues. Eles estão foragidos, juntamente com Romário Lima dos Santos, Antônio Sousa da Silva, vulgo Nego Teixeira ou Neto Bacelar, e Dielly Maria Veras Lima, esposa do Manin.

O inquérito foi aberto a partir de ameaças feitas pela quadrilha a um dos laranjas, após o dinheiro, cerca de R$ 60 mil, ter sido bloqueado pelo banco em sua conta. Eles pediram o empréstimo que foi transferido para o Banco do Nordeste em Joaquim Pires e depois para agência do laranja no Banco do Brasil, que bloqueou a quantia. Quando a quadrilha começou a cobrá-lo, ele dizendo que não tinha o dinheiro, ameaçaram seu pai de morte e por isso ele resolveu procurar o Greco”, afirmou o delegado Carlos César, relatando que o fato aconteceu em novembro de 2015. 

Fonte: Efrém Ribeiro - Jornal MN