Partido registra B.O. contra jovem que acusa Feliciano de assédio

O partido afirmou que a jovem nunca foi filiada ao PSC.

Nesta terça-feira (09), o PSC registrou um boletim de ocorrência contra a jornalista Patrícia Lelis, de 22 anos, que acusado o deputado Marco Feliciano de assédio sexual. O partido fez a denúncia por difamação e calunia na 1º delegacia do Distrito Federal.

De acordo com a jornalista, que é militante do PSC, o fato aconteceu em 15 de junho deste ano em um apartamento funcional ocupado por Feliciano em Brasília. Ela teria ido ao local participar de uma reunião com Feliciano e outras pessoas. No entanto, segundo a jovem, apenas ela compareceu ao encontro com o deputado, que a teria agredido.

Diante das supostas agressões, Patrícia Lélis disse que começou a gritar e, segundo ela, uma vizinha do deputado tocou a campainha do apartamento para saber o que estava acontecendo. Nesse momento, ela diz ter conseguido escapar do local. A jovem afirma que preferiu não procurar a polícia no mesmo dia das agressões. Patrícia Lélis diz que procurou, em primeiro lugar, o PSC, partido de Feliciano, para pedir ajuda, negada segundo ela.

Ela disse ainda que o presidente do partido, pastor Everaldo Pereira, teria oferecido dinheiro a ela para ela “ficar quieta”, mas não sabe dizer a quantia que teria sido oferecida. Depois disso, a estudante relatou o caso a jornalistas.

Patricia e Feliciano (Crédito: Reprodução)
Patricia e Feliciano (Crédito: Reprodução)

Em nota divulgada nesta terça, o PSC afirmou que as declarações de Patrícia Lélis "passam longe da verdade". "Houvesse qualquer base factual inquestionável, o partido já teria tomado uma atitude punitiva contra seus próprios membro", diz a nota. O partido afirma ainda no texto que a jovem mente ao dizer que é líder do PSC Jovem, já que, segundo a sigla, ela jamais foi filiada ao PSC.

Boletim de ocorrência (Crédito: Reprodução)
Boletim de ocorrência (Crédito: Reprodução)

Leia a nota completa:

O Partido Social Cristão por sua natureza e princípios não compactua com qualquer afronta à dignidade humana e vem a público manifestar sua indignação ante ilações criminosas perpetradas contra dirigentes partidários, as quais não resistem à menor averiguação.

Houvesse qualquer base factual inquestionável, o partido já teria tomado uma atitude punitiva contra seus próprios membros. Claramente, porém, essas declarações passam longe da verdade. Aliás, os antecedentes da acusadora já apontam para uma mente fantasiosa, fortemente inclinada para a mentira.

Assim:
Declarou em boletim de ocorrência  que foi estuprada três vezes, em três dias seguidos, por um mesmo autor desconhecido. Porém, em seus relatos públicos, ela afirma que esfaqueou o autor e que este se encontra preso. Na compulsão de denunciar, já registrou outros boletins de ocorrência contra inúmeras pessoas, que resultaram arquivados por falta de comprovação.

O seu relato atual é confuso e descomprometido com as provas. Diz que sofreu, além da tentativa de estupro, agressão física e lesão corporal, mas não apresentou qualquer laudo de corpo de delito.

Promoveu acusações, desmentiu e depois desmentiu o desmentido. Disse que foi desfiliada pelo partido a título de represália, quando, na verdade, nunca foi filiada ao PSC, pois não apresentou os documentos essenciais para a filiação.

Afirma ser jornalista, trabalhar na ONU e ser líder do PSC Jovem em Brasília. Na verdade, não tem nível superior, nunca esteve na ONU e não pode ser líder de um partido ao qual nunca foi filiada.

Não surpreende, pois, que, de mentira em mentira, tenha evoluído para a mais grosseira e abjeta afirmação de toda essa história mal construída: a de que teria sido aliciada pelo partido para receber vantagens materiais em troca do seu silêncio.

Ela foi recebida coletivamente por membros da Executiva Nacional que, pacientemente, ouviram seu relato e recomendaram que procurasse a Justiça, uma vez que a Executiva é uma instância política.

A mentira e o oportunismo político não podem prosperar. O PSC irá até as últimas consequências para garantir que os fatos sejam corretamente apurados. E, neste momento, representado pelo seu advogado, comparece à 1ª Delegacia do DF para registrar as ocorrências delituosas praticadas pela acusadora, com vistas às providências legais cabíveis.

Marcondes Gadelha - presidente


Denise Assumpção - membro, representando o PSC Mulher


Samuel Oliveira - membro, representando o PSC Jovem

Fonte: Com informações do G1