Polícia Rodoviária Federal realiza a 'Operação Rodovida' para diminuir as mortes no trânsito

Ações simultâneas e conjuntas em locais e horários pré-definidos visam aumentar a presença e a disponibilidade dos órgãos públicos nas rodovias proporcionando segurança, conforto e fluidez.

Em sua quarta edição, a maior ação do ano de enfrentamento à violência no trânsito começa dia 12 e se estenderá até o dia 31 de janeiro de 2015, quando será feita uma pausa para a retomada no carnaval. Esses períodos, que concentram as festas e férias escolares, são de intenso movimento nas estradas. A Operação Integrada Rodovida é um grande esforço governamental envolvendo a União, estados e municípios com o objetivo de reduzir os acidentes e as mortes no trânsito. Ações simultâneas e conjuntas em locais e horários pré-definidos visam aumentar a presença e a disponibilidade dos órgãos públicos nas rodovias proporcionando segurança, conforto e fluidez.

A integração entre a Casa Civil, Ministérios da Justiça, Saúde, Cidades, Transportes e os órgãos estaduais e municipais é uma das ações que contribuem para que o Brasil alcance a meta imposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década Mundial da Segurança Viária: reduzir em 50% o número de mortos em decorrência de acidentes de trânsito. O planejamento da operação leva em consideração estudos estatísticos para direcionar as ações de prevenção, fiscalização, socorro às vítimas de acidentes e as campanhas educativas.

Um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta os trechos considerados mais críticos nacionalmente para direcionar as ações integradas e simultâneas. O estudo considera os locais onde são registrados os maiores índices de acidentes graves, aqueles que resultam em morte ou algum ferido grave. As ações da PRF, entretanto, não se restringem aos locais em que haverá o esforço conjunto, elas acontecerão ao longo de toda a malha viária federal com o foco voltado para as ultrapassagens proibidas e forçadas, buscando prevenir as colisões frontais.

A colisão frontal é o tipo de acidente mais violento e, apesar de não acontecer em grande quantidade (representa apenas 3% do total de acidentes nas BRs), quando ocorre tem consequências gravíssimas (34% das mortes decorrem de colisões frontais). De agosto de 2013 a julho de 2014, a PRF atendeu 178.285 acidentes, com 26.794 feridos graves e 8.446 mortes. Desses, 6.940 acidentes foram do tipo colisão frontal, causando a morte de 2.788 pessoas e lesionando outras 4.627 gravemente.

Desde novembro passado a fiscalização às ultrapassagens proibidas ganhou um reforço para coibir essa conduta, o endurecimento da legislação. O motorista que for flagrado ultrapassando em local proibido e pelo acostamento será multado em R$957,70 e quem for pego forçando a passagem, obrigando o outro veículo a frear ou desviar, pagará multa no valor de R$ 1.915,40. Lembrando que esses valores dobram para aqueles que forem flagrados novamente cometendo essas infrações em menos de 12 meses.

Além das ultrapassagens, os esforços de fiscalização estarão voltados para coibir o excesso de velocidade, a embriaguez ao volante e o não uso do capacete, condutas responsáveis por elevados índices de letalidade. No período de agosto de 2013 a julho de 2014, a PRF aplicou 1.088.964 multas por excesso de velocidade, mais de 331 mil multas por ultrapassagens e aplicou 36.956 multas pela falta do capacete ou por seu uso de maneira inadequada.

O endurecimento da Lei Seca já reflete resultados positivos nas rodovias federais. Durante o ano de 2012, antes da alteração da legislação, a cada 20 testes do '‘bafômetro’', a Polícia Rodoviária Federal flagrava um motorista dirigindo sob efeito de álcool. Em 2013, eram necessários 39 testes para multar ou prender um condutor e em 2014, até julho, a cada 43 testes, um indicava o consumo de bebida alcoólica. As mortes em acidentes causados pela embriaguez reduziram 11% de 2012 para 2013.

As motocicletas, motonetas e ciclomotores também serão alvo das fiscalizações. Análises da PRF indicam que os ocupantes desses veículos cada dia mais tornam-se vítimas da violência no trânsito. Com um crescimento exponencial da frota de veículos de duas rodas, chegando a ultrapassar os automóveis em algumas regiões, os índices de acidentes e mortes envolvendo as motos é preocupante. De agosto de 2013 a julho de 2014, foram registrados 31.563 acidentes com esse tipo de veículo, que resultaram em 2.146 mortes e 10.155 feridos graves. A região Nordeste concentrou a maioria das mortes em acidentes envolvendo motocicletas, 933, o que representa 56,5% do total do país.

Em três estados da região, Ceará, Piauí e Maranhão, a frota de veículos de duas rodas já ultrapassou a de automóveis. De 2003 até hoje a frota de motocicletas e motonetas aumentou 280% no país, passando de quase seis milhões para mais de 22 milhões. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento de 423,1% na região Nordeste e 416,5% na região Norte. Entretanto, a categoria não acompanhou o mesmo avanço tecnológico dos carros em relação aos itens de segurança.

Por outro lado, os ocupantes das motocicletas nem sempre fazem o uso correto do capacete, item indispensável tanto para o condutor quanto para o passageiro. De agosto de 2013 a julho de 2014 a PRF aplicou 36.956 multas pela falta do capacete ou por seu uso de maneira inadequada. Os números de 2014 revelam que para cada 100 acidentes envolvendo motos, 27 condutores que não utilizavam capacete morreram no local do acidente. Essa relação cai para 5 condutores entre os que utilizavam o capacete. Já entre os passageiros, para cada 100 acidentes, 25 que não utilizavam o acessório morreram no local do acidente enquanto 3 que utilizavam vieram a óbito no local.

Para aumentar a eficácia das fiscalizações a Polícia Rodoviária Federal tem investido em treinamento e capacitação dos policiais para atuarem no motopoliciamento, modalidade de patrulhamento sobre duas rodas, que dá agilidade ao policial durante o deslocamento em um trânsito intenso. Principalmente em regiões metropolitanas, o motopoliciamento facilita as abordagens a motocicletas e contribui para coibir as infrações de trânsito e a criminalidade, que utiliza, muitas vezes, esse veículo como transporte.

Além da fiscalização direcionada e ininterrupta, a PRF conduz projetos destinados à educação para o trânsito, com o objetivo de provocar mudanças de atitudes e conscientizar todos os cidadãos, condutores ou não, sobre as suas responsabilidades na construção de um trânsito mais harmonioso e seguro.

Os motoristas são convidados a participar do Cinema Rodoviário, uma ação que busca unir fiscalização e educação para o trânsito durante as abordagens nos postos da PRF e ao longo das rodovias. Através de conversas e exposição de vídeos curtos, os condutores são alertados sobre as graves consequências que atitudes incorretas podem acarretar.

Um levantamento feito pela PRF apontou os dez trechos mais perigosos das rodovias federais, considerando os locais onde mais ocorrem acidentes graves, aqueles que resultaram em morte ou feriram alguém gravemente. O período considerado foi de agosto de 2013 a julho de 2014.
Considerando as explicações acima, seguem os trechos mais críticos do Brasil.

Em Teresina ficam 2 dos trechos mais críticos do país.

Observem que são trechos onde não há duplicação da via, o que influencia na quantidade de ultrapassagens e, por consequência,  na quantidade de colisões frontais.
Conforme tabela, os trechos críticos de Teresina estão nas duas saídas da cidade.

O da BR 316,  Km 0 a 10, vai desde a ponte nova, passando pela rotatória da Miguel Rosa, até a rotatória do Porto Alegre.

O da BR 343, KM 340 a 350, fica da rotatória que dá acesso à Usina santana, passando pelo Afrodite, rotatória do dirceu, até a rotatória da Miguel Rosa. A 'Operação Rodovida' visa diminuir esses números e concentrar ações em pontos estratégicos definidos através da análise dos dados estatísticos.

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Fonte: PRF