Poluição dos rios afeta pescaria no bairro Poti Velho em Teresina

Segundo os pescadores, não há mais fartura de pescados

Está cada vez mais difícil conseguir peixes de qualidade nos rios que cruzam Teresina. Os pescadores e vendedores do comércio informal de peixes, localizado na Alameda João Isidoro França, no Bairro Poti Velho, zona Norte da capital, reclamam da escassez de peixes por causa da poluição. Para conseguir o pescado, é preciso percorerr grandes distâncias.

Há mais de 20 anos na profissão, o pescador Valdivino de Aquino reclama da qualidade das águas do Rio Parnaíba, local onde ele começou a retirar o sustento da sua família. Para ele, as autoridades estão deixando o afluente morrer e com isso a profissão dos moradores do Poti Velho também está condenada.

"Hoje não pescamos mais nada aqui perto, apesar do rio ser do nosso lado, temos que ir atrás de áreas limpas e é muito longe. Lá encontramos peixes de mais qualidade, bonitos e saudáveis, os peixes pescados nessa área em poucas horas já começam a feder, ficam podres", revela.

Segundo os pescadores, não há mais fartura de pescados, pois os animais estão menores e em pouca quantidade. "Eu costumava trazer duas caixas cheias com peixes daqui mesmo da região. Agora, como vamos para longe, não tem como manter isso. Além da qualidade que não vemos mais, os clientes notam isso e, às vezes, preferem não levar", relata o pescador Valdir Sales.

Mercado deve melhorar vendas - Os pescadores estão otimistas com a sede própria do Mercado do Peixe que está sendo construída ao lado do local, onde atualmente comercializam os pescados sem qualquer tipo de higiene. A obra foi iniciada no começo de agosto deste ano e está prevista para ser entregue em outubro.

"Há anos estamos reivindicando esse espaço, nós temos consciência que o local onde trabalhamos atualmente não tem condições para vender peixes. Já perdemos clientes por conta do estado do nosso mercado", afirma Valdivino.

Fonte: Carolina Durães e Rhauan Macedo