Relação entre Bruno e Macarrão atormenta família do ex-goleiro

Relação entre Bruno e Macarrão atormenta família do ex-goleiro

Uma das meninas chegou a ter pesadelos com o pai segurando um revólver, conta Dayanne, ex-mulher de Bruno.

As insinuações ? cada vez mais enfáticas ? do advogado Rui Caldas Pimenta a respeito do romance entre o goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, atormentam as famílias dos dois principais acusados de tramar o sequestro e a morte da jovem Eliza Samudio. Pimenta passou a fazer afirmações incisivas nesse sentido depois que VEJA revelou uma carta em que Bruno propõe ao amigo um ?plano B?, dando a entender que seria preciso Macarrão assumir toda a culpa pelo crime para que ele, Bruno, volte a jogar e a sustentar as famílias e as defesas do grupo. Sete pessoas são acusadas de participar do crime, mas só o jogador, Macarrão e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, permanecem presos.

Para as famílias dos acusados, o caso é uma tragédia desde o início, há dois anos, quando surgiram as primeiras suspeitas. Bruno, então titular no Flamengo, era um ídolo do futebol, cogitado inclusive para a seleção brasileira. Mas desde que surgiram as especulações sobre o caso homossexual do goleiro com Macarrão as vidas da ex-mulher e das filhas do jogador ficaram ainda mais tensas. Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 25, que chegou a ficar presa, acusada de participar do sequestro do menino Bruno, tenta evitar que as filhas, de 3 e 6 anos, tenham contato com o noticiário.

Dayanne, em entrevista, afirma que, desde que as afirmações de Pimenta se tornaram públicas, passou a ver de forma diferente a amizade entre Bruno e Macarrão. Embora atribua essa versão a um exagero de Rui Pimenta, ela se diz chocada com a possibilidade de ter havido uma relação amorosa entre o ex-marido e o secretário. ?Vou confessar que essa história me chocou. Depois que as declarações da paixão de Macarrão pelo Bruno surgiram, comecei a ver tudo de forma diferente. Macarrão tinha ciúmes do Bruno com todos. Dos amigos, familiares, mulheres, até de mim. Pensava que isso era pela forte amizade entre os dois, mas agora não coloco mais a mão no fogo?, disse.

Dayanne conta que ela e Bruno estão separados de fato desde antes do desaparecimento de Eliza Samudio, apesar de não terem se divorciado oficialmente. Na época do crime, ela vivia com as filhas no apartamento na Pampulha, em Belo Horizonte, enquanto Bruno e Macarrão moravam na casa de um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A separação dos dois se deu porque Dayanne começou a descobrir uma série de casos de Bruno com mulheres ? entre elas a dentista Ingrid Calheiros de Oliveira, atual noiva do goleiro, e Eliza Samudio, que logo depois passou a afirmar que estava grávida do atleta.

?Eu sofri muito nos últimos anos do casamento, mas o Bruno sempre foi um bom pai. Sempre que ele não estava jogando arrumava um tempo para visitar as meninas. Elas estão sofrendo muito a ausência dele. A mais velha precisou de acompanhamento psicológico. A caçula muitas vezes chora até dormir, querendo o pai?, contou Dayanne. Segundo ela, há seis meses as meninas não visitam Bruno na prisão. A decisão foi tomada pelo próprio goleiro, preocupado com o ambiente a que as filhas eram submetidas para poder vê-lo.

Uma das meninas chegou a ter pesadelos com o pai segurando um revólver, conta Dayanne. A preocupação, agora, é evitar que as meninas ?cresçam pensando que o pai é um monstro?. Depois de deixar a prisão, Dayanne começou a trabalhar, dando aulas particulares. Atualmente, é vendedora de uma loja de roupas.

A mulher de Macarrão, Jogiana Tábila, de 25 anos, que teve bebê um mês depois de o marido ser preso, afirmou apenas que as declarações de Rui Pimenta sobre uma possível ?confissão? de Macarrão em nome de um amor por Bruno tornou-se um incômodo. Por causa das insinuações de Pimenta, o advogado de Luiz Henrique Romão entrou ontem com uma medida preparatória de um processo de difamação contra o colega, que já foi distribuída na 10ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Fonte: Veja