Repórter MN mostra a luta de homem em busca de moradia

Repórter MN mostra a luta de homem em busca de moradia

A casa, construída por ele mesmo, de taipa não revestida, está com o teto está cedendo, um perigo para ele, a esposa, a sogra e os dois filhos

Em busca de condições dignas de vida, um homem conhecido apenas por Jacinto, residente no loteamento São Francisco, em Teresina, sofre as duras penas de quem convive sob um teto que pode desabar a qualquer momento, e ainda com a possibilidade de despejo por não pagar o aluguel há 10 anos.

A casa, construída por ele mesmo, de taipa não revestida, está com o teto está cedendo, o que representa um perigo para ele, a esposa, a sogra e os dois filhos com quem mora. Um auxílio de R$ 400,00 que recebe do Instituto de Nacional de Seguro Social (INSS), torna-se insuficiente diante do quadro de necessidades. O benefício lhe é concedido em razão da perda de um dos braços em um acidente de trabalho.

Depois de tentar por três vezes a casa própria por meio do programa Minha ?Casa, Minha Vida?, do governo federal, Jacinto sente o peso da desilusão pela falta de êxito. A venda de cremosinhos, que a família considera que poderia ser uma saída, é sempre interrompida pela falta de condições para a compra do produto.

?Nem o dinheiro para comprar o cremosinho a gente tem, imaginem para construir uma casa dessa. Os meus netos, a casa está para cair por cima. Toda noite é uma preocupação, imaginem quando começar a chover!?, lamenta entristecida, a sogra de Jacinto.

As necessidades fisiológicas de toda a família são atendidas por apenas um banheiro, que fica no quintal com a água empossada.

O programa Repórter MN, da Rede Meio Norte, em contato com órgãos governamentais, tentou encontrar a ajuda necessária à família: na Secretaria de Assistência Social a informação recebida foi que os contemplados participam de um sorteio; na Secretaria de Habitação, a equipe foi encaminhada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul. ?O engenheiro vai lá, se a casa estiver comprometida com riscos de cair, as pessoas serão encaminhadas para o programa Família Solidária até ter uma solução?.

Na tristeza dos resultados, Jacinto que essa resposta é sempre a mesma. ?É sempre assim!?

Na volta para casa, o difícil para ele é sempre dizer à família que mais uma vez não conseguiu a tão prometida mudança.

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Fonte: Denison Duarte