Horticultores do Dirceu perdem lucros por causa de roubos constantes

Horticultores do Dirceu perdem lucros por causa de roubos constantes

Muitos deles acabam desistindo do ofício por não encontrar uma solução para o problema.

As hortas comunitárias da zona Sudeste de Teresina se encontram em situação desprezível. O que deveria ser uma alternativa de emprego e renda está se tornando uma perda de tempo e dinheiro para os horticultores.

As hortas ficam localizadas nos bairros Dirceu e Renascença e são alvos de constantes roubos e refúgio de criminosos. A maioria dos horticultores possui o plantio de cebola, coentro, alface, e o que eles afirmam é que apenas a renda que eles conseguem na horta é suficiente para o sustento.

?Eu ganho um dinheiro até bom com a venda do que é produzido aqui, só que, se eu não fosse aposentado, só esse valor não seria o suficiente pra manter a mim e minha família?, disse o aposentado Francisco Borges, que trabalha há 20 anos na horta.

Outro fator que chama atenção é a desistência de grande parte dos horticultores. Os fatores que muitos deles apontam é a falta de estrutura e os roubos de hortaliças que acontecem constantemente no local.

Com isso, muitos lotes e canteiros estão abandonados e o mato já está cobrindo grande parte do que antes era plantação. Um outro horticultor, Ronaldo Ferreira, que já trabalha há 20 anos no local, comenta que a falta de apoio, a situação esquecida da horta e a própria falta de conscientização e respeito entre os horticultores é o que está tornando o lugar em um ambiente onde nada se ganha e muito se perde.

?Aqui, quase não existe nenhum tipo de benefício e houve um grande aumento no número de roubo, o que piorou ainda mais a situação. E agora os próprios donos de canteiros e lotes estão roubando hortaliças uns dos outros?, disse Ronaldo.

A Superintendência de Desenvolvimento Rural ? SDR diz que foi implantada, no final do ano passado, uma equipe de segurança que faz rondas durante a noite em torno de toda horta do Dirceu e Renascença e que a equipe é composta por seguranças motorizados que trabalham das 19h às 7h da manhã do dia seguinte.

A SDR afirma que ainda não sabe a razão do abandono dos canteiros da horta comunitária.

Fonte: Francisco Lima, Jornal Meio Norte