Saiba como pagar contas com a greve nos Correios e nos bancos

Para driblar as paralisações e conseguir pagar contas, o cliente tem como primeira opção o site da instituição.

Os bancários entraram em greve nesta terça-feira em todo o país, quase duas semanas depois de os trabalhadores dos Correios cruzarem os braços. Sem banco e com correspondências demorando mais tempo para chegar, o consumidor tem algumas saídas para não deixar as contas atrasar: internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados podem ajudá-lo.

Correios e bancos param. Como você vai pagar suas contas?

Não é possível estimar quantas agências pararam em todo o país, nem quantos funcionários deixaram de trabalhar a partir desta terça-feira (27) nas agências, mas os serviços essenciais como compensação bancária de cheques e outras transferências estão garantidos. O atendimento telefônico também continua disponível.

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No caso dos Correios, as mais de 35 milhões de correspondências que deveriam ser entregues diariamente deixam de chegar aos seus destinos ? o que vai fazer muita conta chegar atrasada.

Para driblar as paralisações e conseguir pagar contas, o cliente tem como primeira opção o site da instituição. A Fundação ProTeste diz que os consumidores não podem se valer da greve para simplesmente deixar de cumprir com suas obrigações.

Quem tem conta para pagar e não dispõe de cartão para uso do caixa eletrônico, pode recorrer às agências lotéricas e até lojas de departamentos e supermercados, os chamados correspondentes bancários, que aceitam a quitação de diversas contas.

Quem movimenta a conta pela internet ou nos caixas eletrônicos, não deve ser afetado pela paralisação, já que esses serviços continuam a funcionar normalmente.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) diz que há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país e mais de 165 mil correspondentes.

No caso das contas de tarifas públicas como água, telefone, e energia, a orientação é para que o cliente procure as empresas que fornecem esses serviços para negociar uma saída. Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento.

Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra vem na fatura do mês seguinte.

O cliente que precisar sacar dinheiro na boca do caixa deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa.

<b>Serviços mantidos</b>

A ProTeste diz que a greve é um direito social garantido aos trabalhadores pela Constituição, mas as empresas nunca devem deixar de garantir aos consumidores a prestação dos serviços essenciais, como a compensação bancária de cheques e outras transferências.

Por esse motivo, uma parcela dos mais de 483 mil trabalhadores bancários do país deve manter suas operações mínimas. Os sindicatos ainda não têm o número de quantos aderiram. O pedido é de aumento de 5% nos salários acima da inflação (os bancos ofereceram só 0,5% de reajuste real).

No caso dos Correios, mutirões foram feitos nos últimos dois finais de semana para tirar o atraso de parte das correspondências não entregues. A greve continua e os trabalhadores pedem melhorias dos benefícios e aumento até do piso da categoria, de cerca de R$ 800 para mais de R$ 1.600.

De acordo com o Procon-SP, os clientes que se sentirem lesados devem procurar os órgãos de defesa, mas não é recomendável ficar esperando as contas chegarem, porque elas podem nunca chegar, alerta a supervisora de serviços essenciais da entidade, Patricia Petrilli.

- O consumidor não pode ser onerado [pela greve dos bancos ou dos Correios] porque é uma situação que não depende dos consumidores. A gente orienta que se o consumidor já sabe qual é a data de vencimento, ele se antecipe e procure outra forma de efetuar o pagamento para não ter problema. Ele tem que tentar conversar, ir até a loja ou ao banco.

Fonte: R7, www.r7.com