Seca está matando animais silvestres na Serra da Capivara

No município, uma das maiores preocupações está relacionada à perda da fauna e da flora existentes na área do Parque Nacional da Serra da Capivara.

A situação das cidades que sofrem com a seca no Piauí vem se agravando e o número de municípios em situação de emergência vem aumentando. Na semana passada, 184 municípios do Piauí decretaram estado de emergência e 127 já foram reconhecidos pelo Ministério da Integração. Dentre as cidades mais prejudicadas com estiagem, aparece São Raimundo Nonato. No município, uma das maiores preocupações está relacionada à perda da fauna e da flora existentes na área do Parque Nacional da Serra da Capivara.

?A seca está inserida de forma brutal em várias cidades do Piauí, mas a população de São Raimundo Nonato é uma das mais afetadas. Está faltando água para o consumo humano e animal e a agricultura está comprometida. Além disso, existe a preocupação do município com a vegetação e os animais que vivem no parque?, disse o prefeito do município, José Herculano Negreiros.


Seca está matando animais silvestres em São Raimundo Nonato

O prefeito coloca que embora exista um poço perfurado na área do parque, que oferece 40 mil litros de água por hora, há a possibilidade de que alguns animais apareçam sem vida.

?O parque é muito extenso e vasto e evidentemente a adubação não cobre toda essa área. Por conta disso, é possível que alguns casos de animais mortos sejam diagnosticados, falo isso sem nenhum conhecimento técnico?, frisa o prefeito.

De acordo com o chefe o Parque Nacional Serra da Capivara, o analista ambiental Fernando Tizianel, a seca está afetando completamente a flora, quanto a fauna local. ?No caso da flora, a vegetação ficou mais seca antes que os outros anos, com queda antecipada das folhas, o que aumenta o risco de incêndios florestais. Quanto à fauna, com falta de água e alimento para os animais, estes necessitam se deslocar por maiores distâncias para saciar a sede, além de se concentrarem nos poucos focos d?água existentes, ficando mais vulneráveis à caça predatória?, explica o analista ambiental.

Fonte: Raimundo Gomes e Aline Damasceno