Segurança agredido por Marcelo Faria não quer revelar valor de acordo com ator global

Segurança agredido por Marcelo Faria não quer revelar valor de acordo com ator global

Edmilson Sobral, advogado de Fabrício, disse que seu cliente não o autorizou a falar em números

Terminou na tarde desta quarta-feira, 1º, a pendenga judicial entre Marcelo Faria e o segurança Fabrício Lopes, de 24 anos, agredido pelo ator com uma garrafada no dia 18 de julho na casa de shows Miranda, na Lagoa, na Zona Sul do Rio. Apesar de ter sido assinado o acordo nesta terça-feira, 31, somente nesta quarta foi realmente efetivado o valor da proposta financeira por parte do artista. A cifra, no entanto, não foi revelada.

Edmilson Sobral, advogado de Fabrício, disse que seu cliente não o autorizou a falar em números: "Ele não quer divulgar o valor da proposta, apesar de não haver cláusula de confidencialidade no acordo. Vou atender o pedido dele".

Edmilson revelou ainda que não estava de acordo com o desfecho do caso, definido por seu cliente. "Foi ele quem optou pelo acordo, é a escolha dele. Fabrício está sem trabalho e o caminho do processo, caso fosse aberto, é longo. Fabrício disse não ter fôlego financeiro para isso e finalizou a questão", disse o advogado.

Fabrício reiterou nesta quarta o que havia dito na véspera e que "não falaria em valores financeiros do acordo".

O advogado de Marcelo Faria, Técio Lins e Silva, disse que a "renúncia ao processo" já está desde esta terça-feira no 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim), no Leblon, na Zona Sul do Rio. "Fizemos, os advogados e os envolvidos, uma petição conjunta ao juiz do Jecrim solicitando a renúncia ao direito de continuar com o processo e pedimos o arquivamento", explicou Lins e Silva.

Técio confirmou ainda que a não-divulgação dos termos do acordo foi um pedido de Fabrício. "Ele pediu que não falássemos sobre os valores. Fabrício não quer achem que ele estaria se aproveitando da situação. O que aconteceu mesmo foi o ressarcimento dos prejuízos que ele teve ao ficar sem poder trabalhar. O mais importante foi a assinatura da renúncia e agora o assunto morre", finalizou o advogado.

Fonte: EGO