Táxi capota, bate em ônibus e mata indígena grávida em rodovia

Táxi capota, bate em ônibus e mata indígena grávida em rodovia

Acidente aconteceu na rodovia MT-320, próximo à cidade de Carlinda. Filha da indígena, de dois anos, e mais o motorista do táxi se feriram

Uma colisão frontal entre um táxi e um ônibus matou uma índia da etnia Kayabi, de 35 anos, que estava grávida de seis meses e deixou feridos a filha dela, uma menina de dois anos e mais o motorista do táxi. O acidente aconteceu na rodovia MT-320, nas proximidades do Distrito Del Rey que pertence à cidade de Carlinda, a 724 quilômetros de Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (14), por volta das 16h35.

Segundo informações do cabo da Polícia Militar de Carlinda, Joarez de Arruda Lima, a indígena fretou o táxi em Colíder com destino a Alta Floresta, onde faria exames clínicos. Próximo à comunidade de Del Rey, o motorista tentou fazer uma ultrapassagem quando deparou com um ônibus que percorria a pista no sentido contrário.


Táxi capota, bate em ônibus e mata indígena grávida em rodovia

Nesse instante, ainda conforme informações do militar que atendeu a ocorrência, o motorista tentou abortar a ultrapassagem e retornar à pista, mas acabou colidindo na traseira de um caminhão. Com o impacto da colisão, um dos pneus do táxi estourou e o veículo iniciou uma sequência de capotamentos até bater contra o ônibus.

A indígena, segundo a polícia, morreu no local. Já o motorista do táxi e a filha da indígena foram encaminhados conscientes para o Hospital Municipal de Carlinda. Na unidade hospitalar, eles receberam os primeiros atendimentos e acabaram sendo transferidos em uma ambulância para o Hospital Regional de Alta Floresta.

O estado de saúde do taxista é estável. Já a criança indígena fraturou o fêmur e precisou passar por cirurgia por conta de problemas nos órgãos internos. Os passageiros e os motoristas do ônibus e caminhão envolvidos no acidente nada sofreram. O corpo da indígena passou por exames periciais e será encaminhado para a aldeira Cururuzim, onde ela morava.

Fonte: G1