Após estouro, Dubsmash quer virar 'vitrine' para cantores e filmes

Celebridades ajudaram a tornar viral o aplicativo no Brasil, diz executivo

Enquanto muitos brasileiros usavam o Dubsmash para dublar as falas de MC Brinquedo (“Meça suas palavras, parça”) ou os bordões do Chaves (“Ninguém tem paciência comigo”), os criadores do aplicativo convenceram a cantora norte-americana Rihanna a usá-lo. O resultado foi o lançamento do refrão da música “Bitch Better Have My Money” pelo aplicativo. Em entrevista ao G1, a empresa criadora do app afirma que esse é um dos caminhos a serem seguidos.


“Acreditamos que o Dubsmash é uma plataforma interessante para cantores e companhias cinematográficas promoverem seu conteúdo para que elas consigam atingir uma audiência que ame esse material”, afirma Mateo Sossah, diretor de operações do Dubsmash.

O app é o mais baixado das lojas brasileiras do gênero. Ele faz os usuários serem dublados por citações famosas. Há várias listas temáticas de áudios pertencentes a filmes, novelas, séries ou até de discursos.

A estratégia inicial da empresa foi atrair celebridades para que elas popularizassem o app entre seus fãs. “Algumas celebridades brasileiras usando o aplicativo ajudaram a acelerar o efeito viral no Brasil”, admite Sossah. Entre os famosos que se tornaram adeptos estão Claudia Leitte, Deborah Secco e o jogador Neymar.

Não foram só os brasileiros. Adam Levine, vocalista do Maroon 5, também fez e caras e bocas no app. O executivo da Mobile Motion, empresa responsável pelo app, não atribui o sucesso do app somente aos famosos. “Eles definitivamente ajudaram no ‘efeito viral’, mas as pessoas amam compartilhar dublagens com seus amigos. Por isso, facilmente o app ‘pegou’”, afirma.

Vender app não está nos planos

É na união entre artistas, usando o app para mostrar novas produções, e pessoas comuns, gravando vídeos por diversão, que o executivo aposta ser o futuro do Dubsmash. “Nós o vemos como plataforma de marketing para produtores de conteúdo e como site de entretenimento e descoberta para usuários”, explica Mossah.

Por enquanto, essa é a única estratégia para o aplicativo: “não há processo de rentabilização”. Vender o serviço para uma grande empresa, nem pensar. “Não é nosso foco. Nós estamos simplesmente focando na melhoria de um produto que as pessoas amem”, diz.

 

Fonte: G1